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Vamos para o divã

A parada para amistosos de seleções se inicia com a dupla Gre-Nal um pouco mais tranquila na tabela do Brasileirão. Mesmo sem empolgar as torcidas com o futebol apresentado, os dois estão ali no meio, como sempre nos últimos anos, coadjuvantes. Essa pausa pode vir em boa hora para reciclar as equipes. Não só jogadores e treinadores. As direções e a própria imprensa precisam repensar palavras e atitudes. 

As temporadas mais recentes foram terríveis. Grêmio e Inter tiveram no máximo boas campanhas, encostando na possibilidade de títulos em alguns momentos, fracassando na hora da decisão. Todo mundo tem sua responsabilidade, inclusive repórteres e comentaristas da “aldeia”. 

Façamos um mea culpa. Ao considerar que o desempenho no Gauchão é suficiente para colocar o campeão na briga por Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil em anos anteriores, estávamos mascarando deficiências, provocando uma zona de conforto dentro dos clubes, alimentando falsas expectativas nas torcidas. O que aconteceu? Disputas por vagas em competições internacionais, lutas contra o rebaixamento e só. 

Em 2026 as coisas parecem estar diferentes. O “oba oba” não apareceu em relação ao Grêmio de Luís Castro, que foi exaltado apenas por reverter um início ruim e porque realmente apresentou evolução. Menos mal, por enquanto. É urgente reconhecer os problemas para atuar nas soluções deles. 

As rodadas que antecederam a pausa das datas FIFA nos deixam mais aliviados. Os colorados deixaram a zona de rebaixamento com mais estabilidade defensiva, chegando com mais qualidade na frente. Os gremistas com derrota para o Vasco de Renato Portaluppi mas com uma esperança maior de que as coisas vão melhorar. 

Só não podemos esquecer quando o campeonato voltar no início de abril que o Inter ganhou de times ruins como Santos e Chapecoense, levando sustos na defesa e sem conseguir dominar as partidas. Que o Grêmio perdeu pontos contra Bragantino, Chapecoense e Vasco, que estão lutando contra pouca coisa. Pezzolano e Luís Castro têm muito o que ajustar. Esperamos que consigam nestes dias sem jogos, só de treinos. É necessário repensar. Que o futebol gaúcho vá para o divã.

Autor

Rafael Cechin

Jornalista graduado e pós-graduado em gestão estratégica de negócios. Atua há mais de 25 anos no mercado de comunicação, com passagem por duas décadas pelo Grupo RBS, onde ocupou diversas funções na reportagem, produção e apresentação, se tornando gestor de processos e pessoas. Comandou o esporte de GZH, Rádio Gaúcha, ZH e Diário Gaúcho até 2020, quando passou a se dedicar à própria empresa de consultoria. Ocupou também, do início de 2022 ao final de 2023, o cargo de Diretor Executivo de Comunicação no Sport Club Internacional. Atualmente mantém a própria empresa, na qual desde 2021 é sócio da Coletiva,rádio, e é Gerente de jornalismo e esporte da Rádio Guaíba.
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