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Ernesto Rodrigues volta a conversar com o grupo da Nova Coonline e traz outros bastidores

Autor da trilogia sobre a Rede Globo fala sobre apuração, disputas internas e metamorfose

Ao longo da live, Rodrigues reforçou que o projeto não tem caráter opinativo ou de julgamento, mas sim de reconstrução histórica. - Crédito: Reprodução

O jornalista e escritor Ernesto Rodrigues voltou a participar de um encontro do grupo virtual e de veteranos do Jornalismo da Nova Coonline para apresentar os bastidores da trilogia que escreveu sobre a Rede Globo. Na conversa, o autor detalhou o processo de mais de seis anos de apuração e antecipou aspectos do terceiro volume da obra, que aborda as transformações recentes da empresa, com ênfase nas mudanças no Jornalismo. O encontro anterior com o profissional aconteceu em 2024

Ao longo da live, Rodrigues reforçou que o projeto não tem caráter opinativo ou de julgamento, mas sim de reconstrução histórica. Segundo ele, a proposta foi compreender como decisões estratégicas foram tomadas ao longo das décadas, especialmente em momentos de crise política, econômica e tecnológica. O autor destaca que buscou ouvir diferentes lados envolvidos nos episódios narrados, evitando leituras simplificadas sobre a atuação da emissora.

Funcionamento interno

Um dos pontos centrais da conversa é o funcionamento interno do Jornalismo da Globo. O comunicador descreve um ambiente marcado por alta complexidade decisória, em que critérios editoriais convivem com pressões externas e disputas internas. Ele menciona que, ao longo da pesquisa, encontrou relatos que evidenciam divergências entre áreas e lideranças, o que contrasta com a imagem pública de uma estrutura homogênea.

A live também traz reflexões sobre o papel histórico do Jornalismo da Globo na construção de credibilidade junto ao público. Sem adotar um tom acusatório, o autor aponta que a emissora, ao longo de sua trajetória, precisou lidar com momentos de revisão e reposicionamento editorial, especialmente diante de críticas e mudanças no ambiente político.

Ao tratar do terceiro volume, que cobre o período mais recente, o escritor enfatiza o impacto da transformação digital. Ele afirma que a Globo foi forçada a rever seu modelo de operação diante do avanço das plataformas digitais, da fragmentação de audiência e da mudança nos hábitos de consumo de informação. Nesse contexto, o Jornalismo passa por adaptações que envolvem linguagem, distribuição e integração com diferentes plataformas.

Reconfiguração interna da empresa

Outro aspecto abordado é a reconfiguração interna da empresa nos últimos anos. O autor aponta que houve mudanças estruturais relevantes, incluindo reorganização de áreas e revisão de processos, como resposta a um cenário mais competitivo e menos centralizado na televisão aberta.

Durante toda a conversa, ele adota um tom analítico e didático, detalhando episódios e bastidores com base em entrevistas e documentos levantados ao longo da pesquisa. A abordagem privilegia a contextualização dos fatos, permitindo compreender a Globo como uma organização atravessada por disputas, ajustes e transformações contínuas.

Confira o bate-papo completo aqui:

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