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Se há algo que define o nosso tempo, não é apenas a velocidade das transformações, mas a dificuldade de compreendê-las enquanto acontecem. Em um cenário onde tudo parece simultaneamente urgente e descartável, a Comunicação se vê diante de uma nova encruzilhada: não mais sobre adotar ou não tecnologias, mas sobre como sobreviver e fazer sentido em meio a elas.

Hoje, a inovação deixou de ser sinônimo de novidade para se tornar um teste constante de relevância – ou seria de sobrevivência? Nunca foi tão fácil produzir conteúdo. E, ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil distinguir o que é confiável.

É nesse contexto que abrimos a Tendências Comunicação 2026. A Inteligência Artificial generativa já não é mais uma promessa distante. Ela está aqui, influenciando desde campanhas publicitárias até coberturas jornalísticas, passando, inevitavelmente, pelo campo mais sensível de todos: as eleições.

Em um ambiente onde textos, imagens e vídeos podem ser criados em escala e com alto grau de realismo, a disputa por atenção se mistura com a verdade. A pergunta deixa de ser apenas “quem comunica melhor?”, mas “em quem ainda podemos confiar?”.

Neste novo cenário, a forma de comunicar também muda. Saímos de um modelo centrado no storytelling para um momento em que o storydoing ganha força: não basta contar boas histórias, é preciso vivê-las, comprová-las e sustentá-las na prática. 

Em um ambiente saturado de discursos, coerência virou ativo estratégico. Ao mesmo tempo, o próprio conceito de público se amplia. Assistentes virtuais, algoritmos e sistemas automatizados passam a mediar decisões e consumos, marcando a ascensão dos chamados consumidores não humanos: agentes que também interpretam, filtram e influenciam o que chega até as pessoas.

Diante disso, o Jornalismo enfrenta uma ruptura inevitável: o fim da exclusividade da informação. Se todos podem produzir e distribuir conteúdo, o valor passa a estar na curadoria, na profundidade e na construção de sentido. É neste contexto que ganha espaço o Jornalismo de comunidade 3.0, mais próximo, relevante e conectado com realidades específicas. 

E, em meio a tantas transformações, o humor ressurge como uma linguagem potente, capaz de traduzir complexidades, gerar identificação e estabelecer conexões em um cenário onde a atenção é cada vez mais disputada.

Ao reunir todos esses temas, esta edição não busca oferecer respostas definitivas, mas provocar reflexão. Marca também um novo momento: é a primeira revista do selo Tendências a chegar ao novo portal. Aqui, os conteúdos não se esgotam em uma única leitura. Isso porque eles serão desbloqueados semanalmente, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras, convidando você a voltar, revisitar e aprofundar cada insight no seu próprio ritmo.

Tudo isto em um design que resgata a essência da tradicional revista Tendências, ao mesmo tempo em que se adapta e projeta o olhar ao futuro.

Boa leitura!


Patrícia Lapuente
Gerente de Conteúdo e coordenadora do selo de revistas Tendências

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Autor

Redação Coletiva

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