Tá muito complicada a coisa. Desempenhos ruins, resultados menores ainda, perspectivas cada vez piores. Na Copa do Brasil ou no Brasileirão, vemos a dupla Gre-Nal a caminho do esquecimento. Repetem os mesmos erros. De novo, temos técnicos ameaçados ao mesmo tempo, de novo lutamos no máximo por posições intermediárias. De novo a gangorra está equilibrada por baixo.
O último fim de semana teve rodada para gremistas e colorados esquecerem. Não só por derrotas perto de fiasquentas. Os times foram horríveis e os treinadores erraram demais, estão muito pressionados e perto de ser demitidos. No Inter o Paulo Pezzolano talvez esteja se atrapalhando sozinho. Simplesmente não consegue ter uma escalação titular, muda jogadores de posição a todo o momento, não consegue dar e ter estabilidade.
Perdeu para o lanterna Mirassol em casa, sem jogar coisa alguma, só aumentou a lista de jogos péssimos do Colorado em 2026. No meio de semana a virada sobre um time da Série B na Copa do Brasil não amenizou a condição. Foi só um vexame evitado.
No outro lado da cada vez mais frágil rivalidade o Grêmio também não se ajuda. Até se percebeu um pouco mais de esforço contra o Cruzeiro em Minas, venceu um clube da terceira divisão na Arena. Mas sem brilho algum. A performance é sempre muito abaixo do que a torcida merece. Luís Castro parece perto de sair, por conta própria ou por iniciativa dos dirigentes.
A cena de agora repete 2025. No ano passado, Mano Menezes e Roger Machado entraram num clássico ameaçados ao mesmo tempo. Quem perdesse, estaria degolado. Ambos sobreviveram um pouco mais, não até o início da temporada atual. Até quando o português e o uruguaio vão suportar?
A temporada está prometendo (e pior, oferecendo) altas emoções para nossos clubes e os torcedores gaúchos. De novo, estamos sofrendo. De novo, vemos de longe os títulos de outros. De novo, a esperança só diminui.


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