O Conselho Deliberativo da Associação Riograndense de Imprensa (ARI) aprovou, em reunião na última semana, a indicação da jornalista Cláudia Coutinho para a presidência da diretoria-executiva da entidade no próximo triênio. Atual vice-presidente, caso seja eleita, ela deverá suceder José Nunes, que encerrará em junho seu segundo mandato à frente da instituição.
Vale ressaltar que ainda não há uma definição sobre quem assumirá o cargo, deve-se seguir o seguinte processo: agora, o rito eleitoral da entidade prevê que, até 18 de maio, sejam inscritas as chapas concorrentes ao Conselho Deliberativo. Em 25 de junho, ocorre a eleição para o Conselho Deliberativo e o Conselho Fiscal, momento em que também são apresentadas as chapas para a diretoria.
O pleito está marcado para o dia 25 de junho deste ano, mesma data em que também concorrem à reeleição o presidente do Conselho Deliberativo, Luiz Adolfo Lino de Souza; e a vice-presidente, Jurema Josefa. A posse dos novos dirigentes está prevista para 2 de julho de 2026. Conforme o estatuto, podem votar associados registrados até seis meses antes da eleição e em dia com a anuidade.
Em seu primeiro pronunciamento como candidata, Cláudia destacou os desafios da entidade, como a busca por maior transparência e eficiência na gestão, a administração do patrimônio e a ampliação do uso de tecnologias. Também apontou a necessidade de enfrentar temas sensíveis à profissão, como o impacto da inteligência artificial e o avanço das fake news.
Durante a reunião, Luiz Adolfo ressaltou que a futura gestão tende a ter um perfil contemporâneo, aproximando a ARI da categoria, de estudantes e de debates relevantes para o Jornalismo. Já José Nunes enfatizou a colaboração de colegas ao longo de seus seis anos de presidência como principal legado, além da atuação da entidade em pautas importantes e da celebração dos 90 anos da instituição.
Fundada em 19 de dezembro de 1935, a ARI nunca foi presidida por uma mulher, marco que poderá ser alcançado com a eleição de Cláudia Coutinho. Esse poderá ser um movimento simbólico para a representatividade feminina na história da entidade.

