O Impacta RS 2026 anunciou os 30 negócios que irão integrar o programa nos próximos meses, reunindo empreendimentos focados em soluções para reconstrução e desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul. As iniciativas selecionadas estão sediadas em 17 municípios gaúchos e também incluem dois negócios de fora do Estado que já atuam no território local. Entre os escolhidos, 87% contam com mulheres em cargos de liderança.
As soluções contemplam os três eixos temáticos da iniciativa: Tecnologias para Impacto Socioambiental e Inclusão; Agro Sustentável e Bioeconomia; e Clima, Infraestrutura e Energia. Entre os principais temas abordados estão resiliência climática, economia circular, descarbonização, agricultura sustentável e saúde.
Além disso, sete dos negócios selecionados atuam diretamente em ações de enfrentamento e prevenção de desastres, tema que ganhou centralidade no Rio Grande do Sul após os eventos climáticos registrados em 2024. A turma é formada, majoritariamente, por micro e pequenas empresas em fase de tração, sendo que metade dos empreendimentos foi fundada a partir de 2020.
“Estamos animados com o perfil dos negócios selecionados. São empresas diversas na maturidade do seu ciclo operacional e, principalmente, na tese de impacto. Esse perfil pode contribuir para termos soluções escaláveis para problemas e questões socioambientais do Rio Grande do Sul e, claro, do Brasil”, afirma Beto Scretas, conselheiro sênior do Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), realizador do programa Coalizão pelo Impacto.
Processo de escolha
A seleção ocorreu em etapas. Inicialmente, foram realizadas avaliações técnicas das inscrições e entrevistas com os negócios elegíveis. Na fase sequência, uma banca composta por representantes do ICE, do Banrisul, do RegeneraRS e da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul (Sict) analisou critérios como aderência temática, impacto socioambiental, inovação, diversidade na liderança e maturidade para acesso a capital.
As inscrições vieram de diferentes regiões do Estado, incluindo negócios sediados em Caçapava do Sul, Campo Bom, Caxias do Sul, Eldorado do Sul, Erechim, Gramado, Guaíba, Lajeado, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Pelotas, Porto Alegre, Sananduva, Santa Cruz do Sul e Tupandi. Também participaram empreendimentos de Florianópolis, em Santa Catarina, e Salvador, na Bahia.
“O programa foi desenhado para fortalecer negócios de impacto com apoio técnico, monitoramento e estruturação financeira, de forma que avancem com consistência e permaneçam gerando resultados no longo prazo. E acredito que estamos atingindo, aos poucos, todos os objetivos propostos”, aponta a diretora de Gestão da Inovação da Sict, Emily Bittencourt.
De acordo com Tiago Fernandes, superintendente de Desenvolvimento do Banrisul, “há muitos negócios com grande potencial de transformação no ecossistema de impacto do Rio Grande do Sul, aptos a auxiliar na reconstrução resiliente e inclusiva que precisamos”. “O Programa Impacta RS será fundamental para que as empresas deem o próximo passo na jornada de desenvolvimento, podendo acessar capital e se conectarem a novos parceiros como o Banrisul”, salienta o executivo.
Já Schana Breyer, coordenadora de operações do RegeneraRS acredita que fortalecer o ecossistema de impacto no Rio Grande do Sul passa por apoiar negócios em diferentes estágios de maturidade. “Ajudando-os a desenvolver suas soluções, ampliar sua capacidade de atuação e incorporar cada vez mais o impacto social e ambiental às suas estratégias de crescimento”, destaca.
Próximos passos
A partir de junho de 2026, os negócios selecionados participarão de uma trilha formativa gratuita e on-line, com duração de seis meses. A programação inclui workshops coletivos mensais, mentorias individuais e dois encontros presenciais facultativos em Porto Alegre.
Os temas abordados vão de gestão financeira e valuation a governança, estratégias de pitch e estruturação de projetos para captação junto a investidores e instituições públicas e privadas. Ao final da jornada, cada empreendimento deverá desenvolver um Pré-Projeto de Captação de Recursos. Os negócios também poderão encaminhar seus projetos para análise de crédito do Banrisul, com foco no acesso à linha Inovacred.
Confira os negócios selecionados para o programa:
- Acelera ESG: Salvador (BA)
- Agrokaizen: Porto Alegre (RS)
- Akvo ESG: Erechim (RS)
- Beneficiadora de vidros Orgânica: Eldorado do Sul (RS)
- Bio Ativado Soluções em Efluentes: Novo Hamburgo (RS)
- Ciclo Reverso: Porto Alegre (RS)
- Clube Social Pertence: Porto Alegre (RS)
- Conecta – Tecnologia para Seniores: Pelotas (RS)
- Dillon Biotecnologia: Caxias do Sul (RS)
- Du99: Porto Alegre (RS)
- ESG Now: Porto Alegre (RS)
- ESGreen: Florianópolis (SC)
- Green Thinking: Porto Alegre (RS)
- Iclooset: Gramado (RS)
- Insect Protein – Produtos Sustentáveis: Campo Bom (RS)
- Izigen Energia Digital: Porto Alegre (RS)
- Izza Compras Inteligentes: Porto Alegre (RS)
- Lagom Brasil Tecnologia e Construção LTDA: Sananduva (RS)
- Libertad Assistência Integral LTDA: Porto Alegre (RS)
- Libértecce – Economia Circular na Moda: Erechim (RS)
- Oryum Tech: Caçapava do Sul (RS)
- Protege Química: Santa Cruz do Sul (RS)
- Recic: Lajeado (RS)
- RHD-Alumínios Guaíba: Guaíba (RS)
- Selo Carbono Zero: Campo Bom (RS)
- SemioCrop Agrobiotecnologia Ltda: Passo Fundo (RS)
- Smart Composer VR: Porto Alegre (RS)
- SPO Tecnologia: Tupandi (RS)
- Supernova: Caxias do Sul (RS)
- Webmed: Porto Alegre (RS)

