Em um cenário em que a tecnologia democratizou o ato de fotografar, o fotojornalismo segue exigindo algo que vai além da técnica: sensibilidade, contexto e responsabilidade. Esse foi o ponto de partida do ‘Fala, Mercado’ desta semana, programa do Coletiva.TV, apresentado por Márcia Christofoli. Ela recebeu as fotojornalistas Camila Hermes e Tânia Meinerz para discutir os bastidores de uma profissão marcada por decisões rápidas, forte impacto emocional e compromisso com a narrativa dos fatos.
As convidadas destacaram que, embora a tecnologia tenha ampliado o acesso à fotografia e acelerado processos, o diferencial do fotojornalismo continua sendo o olhar. Mais do que registrar uma cena, o trabalho envolve entender contexto, timing e relevância antes mesmo do clique. Segundo elas, a experiência ajuda na tomada de decisão, especialmente ao avaliar o que merece ser fotografado, e também o que não deve ser exposto.
Durante a conversa, ambas compartilharam lembranças de imagens marcantes que nunca foram publicadas, seja por critérios editoriais, respeito às pessoas envolvidas ou pela carga emocional do momento. Elas também refletiram sobre fotografias que jamais gostariam de ter feito, especialmente em coberturas de tragédias e situações extremas. Para as profissionais, o fotojornalismo exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional e ética constante diante da dor alheia.
Ao discutirem a presença feminina na profissão, Camila e Tânia afirmaram que mulheres podem trazer diferentes sensibilidades e formas de observar o mundo, ampliando perspectivas dentro da narrativa visual. Por fim, reforçaram que todo fotojornalista precisa desenvolver repertório, capacidade de observação e responsabilidade sobre o impacto das imagens que produz.
Confira o epísodio completo:


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