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Cláudia Coutinho defende renovação e fortalecimento institucional da ARI em encontro da Nova Coonline

Candidata à presidência da entidade revelou que a decisão de concorrer surgiu após se aproximar das demandas da categoria

Cláudia Coutinho pode ser a primeira presidente da ARI. - Crédito: Reprodução.

A jornalista Cláudia Coutinho participou de uma conversa promovida pelo grupo de jornalistas veteranos da Nova Coonline, atração conduzida por José Antonio Vieira da Cunha, para apresentar reflexões e propostas relacionadas à sua candidatura à presidência da Associação Riograndense de Imprensa (ARI). Diretora da entidade há três anos, ela afirmou que a decisão de disputar a presidência não foi simples nem imediata, mas resultado de um processo de amadurecimento construído ao longo dos últimos seis anos de atuação mais próxima das demandas da categoria.

Caso seja eleita, Cláudia poderá se tornar a primeira mulher a assumir a presidência da ARI em quase um século de trajetória da entidade. Trata-se de um marco simbólico para a Comunicação gaúcha e para a participação feminina em espaços historicamente ocupados por homens nas instituições representativas do setor. 

No programa

Durante o encontro, a candidata destacou que o envolvimento com a entidade fez com que mergulhasse nas problemáticas enfrentadas pela Comunicação e nas lutas históricas da classe jornalística. Segundo ela, a aproximação com os bastidores institucionais da ARI ampliou sua percepção sobre os desafios de sustentabilidade, representatividade e mobilização enfrentados atualmente pelas entidades de classe.

Uma das frentes defendidas por Cláudia é a atualização do estatuto da ARI, tema que aparece como parte do processo de modernização institucional proposto por sua candidatura. Entre os pontos mencionados está a discussão sobre o modelo eleitoral da entidade, que atualmente funciona de maneira indireta. A candidata sinalizou a intenção de debater mudanças que ampliem a participação dos associados no processo de escolha da presidência, aproximando a entidade de práticas consideradas mais contemporâneas de governança e representação.

Cláudia também ressaltou que tem se preparado para assumir o desafio de liderar a instituição em um trabalho essencialmente voluntário, característica que, segundo ela, exige comprometimento e senso coletivo. A fala reforça uma percepção cada vez mais presente entre entidades representativas: a necessidade de renovar formas de atuação e engajamento diante das transformações do mercado da Comunicação e da fragmentação das relações profissionais.

Retribuição ao Jornalismo

Ao abordar sua trajetória, Cláudia relacionou a possível presidência da ARI a uma forma de retribuição ao Jornalismo. Ela se lembrou de oportunidades que a profissão lhe proporcionou ao longo da carreira, incluindo viagens, coberturas nacionais e internacionais, contato com diferentes histórias e convivência com profissionais que marcaram sua caminhada pessoal e profissional.

Além de apresentar suas motivações, ela também utilizou o encontro para explicar o papel institucional da presidência da ARI e sua importância para a classe. Conforme ela, o presidente da entidade atua como articulador das pautas do setor, defensor da liberdade de imprensa, representante institucional dos profissionais da Comunicação e agente de mobilização em temas ligados à valorização do Jornalismo e ao fortalecimento democrático.

Confira o bate-papo completo aqui: 

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