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Criança e mídia é tema do ‘Fala, Mercado’ da semana

Programa recebe Márcio Rampi e Allyane Dornelles para falar sobre o impacto da mídia nas crianças

A mídia como um todo gera impacto na vida de todos, inclusive na Publicidade e ele chega desde muito cedo, sem que dê tempo de percebê-lo na influência de nossos comportamentos. Com isso, é possível notar que as crianças são fortemente impactadas pela Comunicação. O episódio desta semana do ‘Fala, Mercado’ trata sobre o que pode ser feito para entender, preservar e proteger o público infantil. Márcia Christofoli traz como convidados o head de Criação da Ponto Hug, Márcio Rampi, e a advogada e especialista em Direito Digital e Proteção de Dados Allyane Dornelles.

A conversa se iniciou debatendo sobre a relação das mídias com as crianças. Para Allyane, é necessário dar um passo para trás e ser um pouco indisciplinar para poder compreender. Segundo ela, as crianças têm tido acesso muito prematuramente às mídias sociais, à publicidade e propaganda de diversas formas. “Acho importante a gente ter em mente os estudos neurocientíficos sobre o desenvolvimento infantil. Eles vão falar que 90% das sinapses neurais das crianças são formadas na primeira infância”. A advogada explica que as crianças, até os seis anos de idade, não sabem diferenciar o entretenimento da publicidade.

De acordo com Márcio, a palavra-chave do debate é responsabilidade. Conforme ele, esse deveria ser o norte de todos os publicitários e criativos, pois é necessário saber qual o tipo de linguagem deve ser utilizada. “Às vezes, uma marca com um viés mais mercadológico tem o intuito de vender mais, mas você como criativo deve ter responsabilidade e ética”, afirma.

Outro ponto debatido foi a forma como a mídia interfere no comportamento das crianças e o controle que os pais devem ter em relação às mídias digitais. Segundo Allyana, há estudos que comprovam que as crianças que nasceram na era digital estão propensas a ter uma série de problemas, como obesidade, sexualização precoce e baixa resistência à frustração. “É necessário as proteger para a internet e não da internet. Precisamos ensinar quais comportamentos são ou não aceitáveis”. 

Márcio afirma que hoje o digital está muito acelerado. Ele conta que a geração dele tinha uma relação muito linear com as mídias. As relações estão muito mais amplas e rápidas. “Antes era possível identificar qual propaganda estava abusando do processo e tirá-la do ar. Hoje em dia quase não tem comercial e atualmente você os encontra no Youtube e não só na TV”, conclui.

Confira o episódio:

Allyane Dornelles

A advogada, especialista em Direito Digital e Proteção de Dados, é mestranda em Direito na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Márcio Rampi

Quadrinista e ilustrador, é graduado em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e atua como head de Criação na agência Ponto Hub Criativo. Diretor de Arte/Criação atua também no planejamento e em Comunicação Estratégica. Junto disso desenvolve trabalhos independentes com histórias em quadrinhos, é autor dos livros ‘Lester’, ‘Makau’, ‘Diz Que Duvida!’ e ‘Abutres no Fim do Mundo’. O profissional participou das coletâneas brasileiras de quadrinhos ‘Visualizando Citações’ e ‘Fronteira Livre’, publicações finalistas do prêmio HQ Mix por três anos consecutivos. ‘Fronteira Livre’ também foi um dos 30 finalistas da categoria ‘BD Alternativa’ na 42ª edição do Festival de Angoulême, na França. Tem participações em diversos eventos da área cultural e dos quadrinhos, como Comic Con RS, Mutação na Feira e Feira do Livro.

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