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Sindjors aprova cláusulas sobre saúde e qualidade de vida na Convenção Coletiva

Inclusão dos assuntos no contrato passou por votação durante assembleia na última terça-feira

Durante assembleia do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), realizada na última terça-feira, 9, foi aprovada a inclusão de cláusulas sobre saúde da mulher, mental e qualidade de vida na Convenção Coletiva 2023/2024. Também foram aceitas as proposições econômicas para o biênio que, entre elas, consta a equiparação do piso salarial de municípios de maior Produto Interno Bruto (PIB) do Estado ao de Porto Alegre.

Dispensa para amamentação, realização de exames preventivos e acompanhamento de filhos menores para consultas e internação fazem parte dos assuntos defendidos para a saúde feminina. A pauta também contém medidas preventivas ao combate à Síndrome de Burnout, à depressão, ao estresse, à ansiedade e ao assédio moral. A série de propostas busca estabelecer o Plano de Ação para Combate e Erradicação do Assédio Moral no Ambiente de Trabalho, tendo como base a convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT 190).

Além de questões relacionadas à saúde, também foi estabelecido um reajuste salarial de 6%, pago em parcela única, inclusive a profissionais que recebem acima do piso. A base de salário foi ajustada nas cidades de Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Pelotas, Rio Grande e São Leopoldo, que foram equiparadas ao praticado em Porto Alegre.

Negociação

Ainda foi aprovada a concessão de plenos poderes à atual diretoria para conduzir o acordo com a classe patronal. Além disso, por unanimidade, foi autorizada a cobrança da cota de solidariedade, que descontará o total de três dias de salários. A contribuição voluntária será realizada com o abatimento de meio dia de salário a cada dois meses, a ser repassado ao sindicato pelas empresas empregadoras. Esses recursos servirão para o custeio da negociação coletiva, da manutenção financeira da entidade e da estrutura sindical.

Por fim, foi aprovado o dissídio coletivo, que deve ser pago em caso de fracasso das negociações ou após ajuizamento por parte dos representantes patronais. De acordo com a presidente do Sindjors, Laura Santos Rocha, a decisão da assembleia foi uma das mais significativas para a categoria. “Saber que as pautas foram referendadas, por unanimidade, incluindo a contribuição via cota de solidariedade, é um alento para a saúde financeira do nosso sindicato e para manter a qualidade dos serviços ofertados”, afirma.

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