Em 1º de agosto deverá ser votada na Califórnia, nos Estados Unidos, a Lei de Preservação do Jornalismo da Califórnia, que visa à obrigação do pagamento de veículos de Comunicação por parte de big techs que tiverem conteúdos noticiosos publicados em suas plataformas. A legislação afetaria apenas empresas californianas. Em resposta, a Meta se colocou contra a proposta.
De acordo com uma nota assinada por Andy Stone, diretor de Comunicações do grupo controlador do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, a lei é um “fundo secreto que beneficia principalmente grandes empresas de mídia de fora do estado sob o pretexto de ajudar editoras da Califórnia”. Além disso, no comunicado, o profissional ressaltou que, caso a proposta seja aprovada, a Meta removerá conteúdos noticiosos publicados em suas redes sociais.
De autoria da deputada Buffy Wicks, a lei criará a “taxa de uso de Jornalismo”, pagamento que plataformas precisarão repassar a veículos de notícias do estado. Além disso, as empresas teriam a obrigação de investir 70% dos lucros provenientes deste pagamentos na criação de empregos. “Essa ameaça da Meta é uma tática de intimidação que eles tentaram implantar, sem sucesso, em todos os países que propuseram isso”, disse a parlamentar em nota.
Além disso, o projeto recebeu elogios de sindicatos californianos do setor, incluindo o Media Guild of the West e o Pacific Media Workers Guild, considerados duas das maiores organizações representativas da área. Em carta assinada conjuntamente, as entidades chamaram a Meta e o Google de “proprietários poderosos supervisionando uma favela em constante expansão de informações de baixa qualidade, felizes em cobrar aluguel de publicidade de inquilinos em dificuldades, evitando pagar pela manutenção”.
