
Dois programas dos quatro previstos, com sessões dos curtas gaúchos, foram apresentados durante a tarde deste sábado, 12. Amanhã, 13, no mesmo intervalo, serão apresentadas mais 11 obras antes da cerimônia do ‘Prêmio Assembleia Legislativa de Cinema’, programada para o período da noite.
Um dos curtas exibidos foi a produção de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Rubens Anzolin, ‘Tremendo Trovão’. Original de Santa Maria, ele cursou o Ensino Superior na Ufpel e trabalha em festivais de cinema. O filme trata sobre as lembranças de um acidente sofrido pelo diretor e os impactos causados em sua vida. “O filme mostra as memórias de momentos definitivos da minha vida, mas não de uma forma direta. Levou três meses e cinco versões de montagem. Foi um processo de descobrir o que essas imagens poderiam dizer”, disse Anzolin, ao Coletiva.net.
Apesar de terminar a produção da obra satisfeito com o resultado, ele afirmou ficar surpreso com a possibilidade de exibir sua produção no festival por considerá-la experimental. O cineasta revelou que essa foi uma das primeiras vezes que pôde comparecer a um festival com a oportunidade de se divertir. “Pretendo curtir, tomar uma cerveja e dormir um pouco, porque estou muito cansado”, brincou Anzolin.
As diretoras do curta ‘Meu Nome é Leco’, Diana Mesquita e Marina Falkembach, ainda não viram os seus filmes na telona do festival, mas puderam ver as obras dos outros candidatos. “Todos são maravilhosos. Achei alguns muito interessantes por serem diferentes de tudo que já vi, com muita criatividade”, explicou Diana. As estudantes de Produção Audiovisual da PUCRS estão no quarto semestre do curso e já idealizavam a possibilidade de participar do festival desde o início do projeto.
O filme mostra a história do primo de Diana: “Foi uma experiência muito gratificante para as duas, mas vou dizer que existe um sentimento diferente para mim. A história é de um parente meu, músico e gaúcho que, infelizmente, não está mais entre nós”. Por conta do histórico familiar, em um primeiro momento, Diana pediu para Marina dirigir o filme, porém esse plano mudou durante as gravações. “A direção foi muito incrível. Pegar essa história que eu não tinha nenhum passado sobre e aprender vendo documentos, fotos, entrevistas foi especial”, destacou Marina.
Olhando para a premiação, as duas preferem não criar expectativas e já consideram um prêmio poder viver esse momento. A filmagem foi algo que cansou a dupla tanto fisica quanto emocionalmente. “A gente estava devastada depois do filme, quando ele estreou não queríamos ver mais nada sobre, e agora ele está estreando novamente”, finalizou Diana.

