Notícias

Ingrid Guimarães exalta comediantes femininas no Festival de Cinema

“É uma grande conquista”, diz a homenageada da 51ª edição

Nesta semana, o 51º Festival de Cinema de Gramado recebeu, no Hotel Laghetto Château, a atriz, roteirista, humorista e apresentadora Ingrid Guimarães. Como uma das homenageadas do evento, ela concedeu entrevista coletiva, que foi conduzida pela jornalista e crítica de cinema Flávia Guerra. “É uma grande conquista a presença de comediantes mulheres no festival”, exaltou Ingrid, que recebeu, no mesmo dia, o Troféu Cidade de Gramado pelo seu trabalho e contribuições ao cinema brasileiro.

Esta foi a primeira vez que a atriz participou do festival na Serra Gaúcha  e disse que está muito feliz de ser recebida com uma homenagem. Afirmou também que é uma honra, é revolucionário e que, para atrizes de comédia e de filmes populares, representar isso é uma grande conquista, já que é muito difícil o gênero receber prêmios ou indicações. 

A atriz explicou que a comédia é considerada boba ou fácil, porém é um dos gêneros mais difíceis de se fazer no cinema, porque, segundo ela, no set ou na edição, muito pode dar errado, cada corte pode fazer com que a piada se perca. Além disso, na sua visão, os festivais “são importantíssimos para a autoestima e divulgação dos trabalhos”. 

Ela ainda propôs que o festival fizesse uma premiação de comédia, pois é um gênero que fica isolado no mundo inteiro e que “deveria ser reverenciado, pois fazer cinema no Brasil é uma guerrilha”. E disse mais: “Fazer comédia é uma arte”.

Novidades na carreira

Quando Ingrid entrou no cinema, já tinha 20 anos de carreira entre televisão e teatro, e ela teve “a sorte de principiante” de cair em um personagem que era a cara dela. No seu primeiro filme, ‘De pernas para o ar’, a atriz havia acabado de ter seu filho e estava amamentando, e contou que só foi possível fazê-lo, pois a produção era dirigida por uma mulher, que a entendia quando tinha que parar uma cena para amamentar. 

Ela também contou a novidade de que agora é contratada da Prime Vídeo e Amazon Prime, sendo a primeira mulher a assinar um contrato chamado ‘Overall’, e que tem vários lançamentos para esse ano. Um deles será um filme chamado ‘O primeiro natal do mundo’, que estreia no final do ano, com seu parceiro na Amazon, Lázaro Ramos. Além de um filme com Tatá Werneck, intitulado ‘Minha irmã e eu’, no qual Ingrid foi co-produtora e autora.

Outro aspecto abordado pela homenageada foi referente ao setor de streaming. “É novo para todos nós, mas o mais importante é que gera muitos empregos depois dos anos de pandemia”. Porém, na visão dela, o cinema popular ainda possui desafios e o maior deles é mantê-lo. “Durante muito tempo eu fui a única mulher, mas agora temos várias e cada vez queremos mais mulheres protagonistas, exaltou.

Inspirações na carreira

Ingrid ainda abordou a importância de seu falecido amigo Paulo Gustavo para o gênero: “Ele foi essencial para formação de plateia. Nossa missão é manter o que ele deixou, pois conseguiu falar de diversidade, de acolhimento, de um âmbito popular.” A homenageada alertou também para a necessidade de exigir a cota de telas. Para ela, se a lei não for assinada, vai ser muito complicado para a categoria audiovisual. “Não adianta fazer o filme mais engraçado se não tem tela para ser exibido”, sentenciou.

Para finalizar, a atriz reforçou a honra que sente ao ser homenageada do lado de mulheres tão fortes, como Laura Cardoso, Alice Braga e Léa Garcia. “Eu me inspiro muito nas mulheres da minha idade que estão conquistando prêmios, protagonizando e dirigindo séries”, agradeceu, ao dizer que se sente muito jovem diante desses nomes. Agora, quer desmistificar as mulheres de 50 anos, que, segundo ela, têm tanto conhecimento de vida e conselhos para dar, mas que sempre acabam fazendo papéis de mãe ou avó no Cinema. Por fim, Ingrid falou sobre desejos futuros: “Gostaria de viver uma personagem clássica e icônica, interpretar um grande nome, mas não sei se pareço com muita gente”, disse, bem-humorada.


A equipe de Coletiva.net acompanha  o 51º Festival de Cinema de Gramado, realizado de 11 a 19 de agosto, na Serra Gaúcha. Nessa edição, o apoio é da Escola de Comunicação, Artes e Design (Famecos) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), que enviou quatro estudantes de Jornalismo e Produção Audiovisual para reforçar a cobertura. O público pode conferir matérias e entrevistas exclusivas sobre o evento no portal, repercutidas nas redes sociais – Facebook, Twitter e Instagram -, além de drops em Coletiva.rádio. Além disso, haverá conteúdos produzidos especialmente para a Coletiva.tv.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.