Quatro anos após a primeira publicação, foi lançada a segunda edição do relatório do projeto ‘JournalismAI’, da London School of Economics and Political Science (LSE). Conforme dados do estudo, 75% dos jornalistas entrevistados utilizam a Inteligência Artificial (IA) para coleta, produção ou distribuição de notícias. Mais da metade também afirmou que um dos fatores decisivos para a integração da IA em suas redações foi o aumento da eficiência e produtividade, possibilitando aos profissionais a realização de um trabalho mais criativo.
Aproximadamente 33% dos comunicadores que participaram da pesquisa revelaram ter uma estratégia institucional de IA ou estarem desenvolvendo uma atualmente e quatro a cada cinco acreditam que a tecnologia terá uma maior atuação nas redações nos próximos anos. As áreas mais buscadas pelos profissionais são a verificação de fatos; a personalização e automação de conteúdo; a geração de textos e resumos; e o uso de chatbots em entrevistas preliminares.
Além disso, o manuseio da ferramenta não é distribuído igualmente entre pequenas e grandes redações e regionalmente entre os países do Norte e Sul do mundo. O uso dos benefícios oferecidos pelo recurso, portanto, está mais concentrado acima da linha do Equador. Os jornalistas mostraram preocupação em relação às empresas que lideram o desenvolvimento de IAgen, como Open AI e Google, principalmente no desenvolvimento da Inteligência Artificial orientada para o lucro e a concentração de poder.
A pesquisa, publicada em inglês e espanhol, contou com a participação de mais de 120 editores, jornalistas, criadores de tecnologias e conteúdos de 105 redações em 46 países, incluindo o Brasil, e busca mapear o uso de Inteligência Artificial generativa no Jornalismo. A integração da tecnologia pelos comunicadores está alterando o papel dos profissionais em sua área e mudando as competências buscadas pelo mercado.

