De acordo com um levantamento realizado pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), 94 trabalhadores da Comunicação Social, incluindo nove mulheres, foram mortos em 2023. Desde 7 de outubro, mais de um profissional foi assassinado por dia na guerra em Gaza.
Neste ano, assim como o anterior, foi marcado pela morte de jornalistas na guerra. Em 2023, profissionais palestinianos na Faixa de Gaza foram vítimas de bombardeios por parte do exército israelende. Em comunicado, a FIJ faz um apelo às autoridades mundiais para que sejam garantidos os cumprimentos dos direitos internacionais e que acabem com o massacre de jornalistas em Gaza.
“A comunidade global, e mais especificamente o Tribunal Penal Internacional, deve assumir as suas responsabilidades e investigar minuciosamente e, quando apropriado, processar aqueles que ordenaram e executaram ataques contra jornalistas”, afirmou a FIJ em nota. Segundo a federação, a guerra de Gaza tem sido mais mortífera para os profissionais da Comunicação do que qualquer outro conflito desde que começaram os processos de registro de mortes de jornalistas no cumprimento do dever em 1990.
De acordo com a entidade, neste ano foram sete mortes nas Américas, cinco na África, quatro na Europa, sete na região da Ásia e Pacífico, e 71 no Oriente Médio. “A FIJ exige medidas globais urgentes para parar este derramamento de sangue. O aumento do número de mortes, especialmente em Gaza, requer ação imediata”, falou a presidente da instituição, Dominique Pradalié.
Ainda segundo Pradalié, a federação insiste na necessidade de cumprir com o direito internacional, especialmente na guerra de Gaza, onde os jornalistas foram alvos do exército israelense. “Dado que 72% das mortes desses profissionais no mundo ocorreram na guerra de Gaza, é urgente tomar medidas decisivas. O imperativo de um novo padrão internacional eficaz para a proteção de jornalistas nunca foi tão grande”, conclui.

