VIDA
Depois de ouvir várias palestras e ler sobre as oportunidades que o mercado está priorizando, tais como: experiência, conhecimento, responsabilidade, e, acima de tudo, comprometimento, ando observando as pessoas acima dos 40: o que elas querem, do que gostam, o que conversam… e venho percebendo que muitas delas são seguras de si. Afinal de contas, estão numa faixa etária com muitas experiências de sucesso e fracasso e, ao mesmo tempo, sentindo que muito está por vir. Com tais pessoas estou quase convencido de que realmente a vida começa aos 40.
Esse é o tempo para fertilizar, adubar e cuidar para que “pestes” não tomem conta da “safra”. E quanto menos o uso de “agrotóxicos”, melhor. Não faria sentido cuidar das “sementes” por vários anos em vão, pois não haveria semente alguma se não houvesse cuidado. E, de acordo com a qualidade, a safra pode ser abundante ou não. Isso vai depender do agricultor, neste caso, cada um de nós.
Uma boa safra pode significar uma boa colheita! Acredito que a colheita acontece depois dos 60. Bem… isso de acordo com minha visualização. Perceba que estou me empenhando para dar um sentido ao envelhecimento. E, pra mim, envelhecer significa colher! Colher tudo aquilo que se plantou.
Suponhamos que você possua sementes de qualidade razoável, e consegue plantá-las (até os 40 anos) num solo onde é possível que elas ainda germinem, cuidando deste solo e da germinação (dos 40 aos 60 anos) você, com certeza, terá alguma colheita e poderá desfrutar algo desta safra! Por exemplo: se aos 40 anos você ainda não desenvolveu habilidade para finanças, porém sabe da importância de aprendê-la, invista nisso agora!
Em tempos de agronegócios e de produção:
As sementes são suas construções e investimentos pessoais (atividades, relacionamentos familiares e sociais, comportamentos, jeito de pensar, saúde física, alimentação, estilo de vida – são tantas!).
O plantio são todos os anos vividos, aprendendo coisas básicas sobre a vida.
A hora da germinação parece ser a partir dos 40, quando as principais lições já aconteceram em nossas vidas e então começamos a consolidar a maturidade para lidar com desafios e obstáculos que continuam a acontecer (e sempre acontecerão para aqueles que estão vivos, não é?).
Os brotos são todos os aprendizados, as lições primordiais para que possamos iniciar o novo trecho da estrada: a terceira idade.
As pestes são os maus hábitos não eliminados na fase dos 40, os quais se fortalecerão ainda mais pela fraqueza que tende aumentar com a repetição dos mesmos, à medida que o tempo avança mais e mais.
O agrotóxico é quando tentamos fazer vingar a safra de maneira forçada querendo impedir a ação das pestes instantaneamente por falta de possíveis cuidados prévios. Assim, escondemos realidades, maquiamos situações assumindo comportamentos que podem não combinar com o sinal da maturidade. Acho que o uso de tais agrotóxicos podem nos deixar desajustados, fazendo-nos perder conteúdo saudável para uma vida de qualidade.
A safra é a vida. Existem safras curtas de muito boa qualidade, safras longas não tão boas assim, safras longas e muito boas, safras curtas horríveis.
Viver é bem parecido com plantar: seleção, cuidado, dedicação, acertos e correções enquanto se envolvendo atentamente com todo o processo para que a colheita boa seja merecida e certa. Você pode até aceitar o tamanho de sua safra, mas jamais abra mão da qualidade de sua colheita. Pois está nela o senso de felicidade e plenitude, resultado de sua vida inteira.
SICREDI
A participação do Sistema Sicredi na 39ª Expointer foi satisfatória por ter conseguido atingir em 100% o atendimento aos associados que solicitaram Crédito Rural. Foram registrados 994 pedidos de financiamentos, sendo 8% a mais sobre 2015. No total, os protocolos representaram mais de R$ 127,07 milhões (sendo 25,20% sobre a feira do ano passado), com um ticket médio de R$ 127,84 mil em cada pedido, tendo crescido 16%.
As linhas Pronaf ligada à Agricultura e Agroindústria Familiar foram, mais uma vez, o destaque de solicitações na feira para o Sicredi, gerando mais de 598 pedidos e fechando a cima dos R$ 44,28 milhões, registrando aumento de 18% sobre 2015. Do total de protocolos apenas no Pronaf, 235 pedidos foram de tratores, representando 40% do total. E, em valores, ainda nessas linhas de financiamento, os pedidos mais significativos foram por colheitadeiras que somaram mais de R$ 9 milhões, ou 20% do total.
Conforme o presidente da Sicredi RS/SC, Orlando Müller, além do crescimento e modernização do agronegócio, a geração de negócios do Sicredi na Expointer foi resultado do trabalho realizado pelas cooperativas do Sistema durante o ano em todo o Brasil. “Nosso objetivo é cada vez mais apoiar o desenvolvimento sustentável do negócio dos nossos associados E isso, na Expointer, alcançamos em 100% para nossos associados. Todos que nos procuraram conseguimos gerar, de forma adequada aos seus perfis, pedidos de crédito rural”, avaliou Müller.
Este ano a participação dos associados do Sicredi foi intensa, mais de dois mil de diversos estados brasileiros vieram em caravanas e muitos pela 1ª vez. Um dos destaques foi a caravana de mulheres líderes rurais provenientes de cinco municípios da Região Noroeste do RS: Ajuricaba, Ijuí, Pananbi, Augusto Pestana e Bozano, que foram organizadas pela Sicredi das Culturas, com sede em Ijuí, numa ação realizada pela 1ª vez pelo Sicredi no Rio Grande do Sul.
Além disso, o Sicredi reforçou sua tradicional participação no Pavilhão da Agricultura Familiar, uma parceria de 18 anos com a Fetag na Expointer. O Sicredi esteve presente com uma equipe de mais de 70 colaboradores disponibilizados pelas suas 42 cooperativas de várias regiões do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
O Sistema Sicredi também esteve presente nos tradicionais espaços de negociações da feira, com um grande estante no Setor de Máquinas e Implementos Agrícolas, e com a Casa Sicredi na área da Pecuária. Além da equipe de profissionais especializados para indicar qual o melhor produto para a necessidade de cada associado, os espaços contaram com caixas eletrônicos próprios.
PLIN DIGITAL
O WhatsApp é uma ferramenta poderosa para divulgação de produtos e serviços, que nem sempre é usado como deveria, mas quando se é bem aproveitado traz um grande retorno. Pensando nisso a Plin dá três dicas para criar campanhas voltadas ao aplicativo.
1 – Escolha o produto/serviço que você quer divulgar.
Procure escolher somente um, a não ser que o primeiro produto esteja vinculado ao segundo e assim por diante.
2 – Defina seu público
Crie listas de pessoas que você acredita que gostarão de receber suas informações.
Lembre-se que quantidade não é qualidade.
Às vezes uma lista com dez pessoas é mais valiosa do que uma com 250.
3 – Escolha a forma de envio da mensagem
O WhatsApp permite três formas de enviar uma mensagem que pode ajudar você a transmitir de forma criativa e diferente seu produto: Foto, Gifs animado e Áudio.
ADJORI-RS
Nos dias 3, 4 e 5 de Novembro no Hotel Araça no litoral gaúcho, praia de Capão da Canoa, a Adjori-RS realizará seu 54º Congresso anual.
Como convidados especiais palestrantes, estarão presentes o Secretario de Comunicação do RS, o presidente do Sescoop RS e o presidente da Fiergs.
CIRCULAÇÃO
As maiores revistas semanais do Brasil sofreram uma queda em sua circulação no primeiro semestre de 2016 na comparação com os seis primeiros meses do ano passado. De acordo com dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), as cinco publicações que lideram o ranking das semanais tiveram decréscimo em seus números.
Na primeira posição, a Veja teve uma queda de 6,7% em sua circulação que, na média do período, alcançou o total de 1.009 milhão de exemplares. Vice-líder, a Época teve, no primeiro semestre de 2016, uma média de circulação de 355 mil exemplares, o que representa uma queda de 7,29%.
A Caras teve uma retração de 20% na circulação do período, chegando a 182 mil exemplares. As maiores quedas, no entanto, aconteceram com Ana Maria e Contigo, cujas circulações recuaram 31% e 30%, respectivamente. Os dados do IVC englobam tanto a circulação impressa quanto a digital.
CARTINHAS PARA A CEGONHA
A longa espera para conseguir ficar grávida levou a jornalista Amora Xavier a escrever para a Cegonha. Nas mensagens, compartilhadas no Instagram, a escritora relatou dificuldades, angústias e expectativas até descobrir, depois de diferentes exames, o problema que a impedia de ter filhos. Com a repercussão das histórias nas redes sociais, principalmente entre mulheres na mesma situação, Amora transformou as mensagens no livro “Cartinhas para a Cegonha”, que terá sessão de autógrafos na Saraiva do Moinhos Shopping, em Porto Alegre. Essa obra teve a coordenação editorial da Critério – Inteligência em Conteúdo.
– Pensei numa forma de colocar para fora um turbilhão de sentimentos extremos de esperança e frustrações. Em cada cartinha, em cada palavra, extrapolei minhas angústias e acredito que, de alguma maneira, consegui tornar essa longa espera de quatro anos um pouco menos dolorosa – relata Amora.
Na publicação, as dúvidas descritas nas cartinhas são respondidas pela Cegonha a partir de orientações técnicas de profissionais do Fertilitat – Centro de Medicina Reprodutiva. Além de um testemunho pessoal, o livro traz esclarecimentos às tentantes, como são chamadas as mulheres que tentam engravidar, tanto em aspectos emocionais quanto em questões clínicas e psicológicas.
– A publicação é importante para desmitificar dúvidas que as pessoas ainda têm, por mais que a reprodução assistida tenha evoluído. As respostas também ajudam a diminuir a ansiedade de mulheres que enfrentam uma longa espera até engravidar – afirma o médico Alvaro Petracco, diretor do Fertilitat, clínica pioneira em reprodução assistida no estado.
Em papel couchê, o livro de 200 páginas é ilustrado com aquarelas poéticas de Luisa Simão sempre mostrando a Cegonha em alguma atividade. Amora conheceu a artista nas trocas de mensagens na rede social.
SORAIA HANNA
Há exatos cinco anos, nascia a Critério.
De lá para cá, muito foi feito: projetos, consultorias, reuniões, textos, pesquisas, eventos, gestões e contatos. De roteiros e artigos a alinhamentos de discurso. Do envio de sugestões de pauta a visitas a redações.
Mas muito mais do que soluções em comunicação, a Critério é feita por pessoas. Pessoas com princípios éticos e valores humanos, que formam uma equipe de excelência.
Aos clientes e parceiros, o nosso agradecimento pela confiança e por fazerem parte desta construção.
SPR
Para emocionar e mostrar o seu real propósito no mercado moveleiro, a Romanzza produziu um curta-metragem sobre a busca pela perfeição.
A narrativa conta a história de Elisa, uma jovem e talentosa musicista, filha de um famoso maestro. No filme, ela decide participar de um difícil teste, onde quem dará o veredito será ninguém menos que seu próprio pai, reconhecido por seu alto rigor técnico. O roteiro explora o drama numa relação conturbada entre pai e filha que há muito estão distantes.
Diferentes aspectos da história de Elisa também são explorados em outras mídias, sempre evidenciando a personagem em sua casa. Com o objetivo de apresentar a marca e o seu conceito, a campanha se desenrola no formato de branded content, que cria um conteúdo relacionado ao universo da marca de forma relevante ao público-alvo. A criação é da SPR.
ARP
Único brasileiro entre os presidentes de júri do Festival Internacional de Criatividade 2016, Cannes Lions, o CCO da J. Walter Thompson para o Brasil e América do Sul, Ricardo John, desembarca em Porto Alegre na próxima quinta-feira, 15, para a palestra “Cannes 2016: me provoque ou morra”. Ele, que comandou este ano a avaliação da categoria de Outdoor, já foi jurado outras duas vezes: em 2013, na categoria Press, e, em 2015, em Health & Wellness.
“Anunciar não é mais o bastante. É preciso entreter”, afirma John, que, além de apresentar sua visão sobre os melhores trabalhos do mundo nesta área, também contará um pouco sobre os “bastidores” do julgamento. Ele fará ainda uma análise da performance brasileira no festival.
À frente da criação da J. Walter Thompson, John vem conquistando premiações importantes em festivais como Clio Awards, One Show, D&AD, El Ojo, além do próprio Cannes Lions, garantindo à agência a melhor performance dos últimos tempos.
O evento é uma iniciativa da Associação Riograndense de Propaganda (ARP), em parceria com a J. Walter Thompson. O encontro será no auditório do Edifício The Place (Rua Tobias da Silva, 120), às 19h30. A palestra é gratuita e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail [email protected] ou pelo fone (51) 3233-3354.
APP BRASIL
A Associação dos Profissionais de Propaganda (APP Brasil) recebe as últimas inscrições para a 28ª edição do Festival Universitário de Propaganda (Fest”UP), que será realizado nos dias 17 e 18 de setembro na sede da FAAP, na região do Pacaembu, em São Paulo.
O evento terá mais de 60 conferencistas debatendo sobre Negócios & Conexões, Tendências do Mercado de Comunicação, Inovação & Mercado Digital e Comportamento para mais de 1200 estudantes de todo o país. O Fest”UP também abrigará concurso Material Gráfica e Festival de Jingles, que escolherá as melhoras peças gráficas e sonoras, respectivamente. Informações: www.appbrasil.org.br.
ADTECH&DATA
Crescendo a cada ano, o Adtech&Data se consolida como um importante evento de mídia programática do Brasil. Para esta edição, empresas, agências, veículos, institutos de pesquisa, anunciantes e adtechs discutiram sobre as realidades e os rumos que as tecnologias e publicidade têm no mercado mundial e nacional.
Palestrantes internacionais, além de grandes nomes do mercado brasileiro, apresentaram as principais tendências do AdTech, suas oportunidades e desafios. A equipe do Adnews esteve presente e destaca os pontos que mais chamaram atenção no evento.
Atualmente, utilizar data para estratégias mais assertivas é uma realidade. No entanto, a maior dificuldade não é mais o que fazer com todas essas informações, mas como integrar os criativos, adtechs, designers, publicitários e anunciantes em um processo que de maneira sinérgica realmente proporcione uma melhor experiência ao usuário.
Por isso, especialistas conversam sobre como harmonizar data e time técnico. Derek Dunfield, gerente de produtos da Google, defende que mais do que nunca o pessoal de marketing e publicidade têm que andar junto com os programadores que trabalham especificamente com data. Ainda mais com a revolução causada pelo mobile que nos faz passar o dia em simbiose com o celular.
Com mil aplicativos, oportunidades e distrações são imprescindíveis que a publicidade dedicada a este usuário seja rápida e atrativa para fisgar no momento exato. Por isso, a inovação passou a ser algo vital para campanhas de sucesso. “Os tempos mudaram, agora nas campanhas 70% é investido em criatividade e apenas 30% é destinado para compra de mídia”, disse Dunfield.
RANKING
No acumulado do primeiro semestre, as vendas de automóveis e comerciais leves registrou redução de mais de 25%, passando de 1.271.999 unidades entre janeiro e junho de 2015 para 952.264 no mesmo período deste ano, de acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na contramão desse movimento, a comercialização de seminovos (veículos com no máximo três anos de uso) está em alta. Segundo a Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) as vendas dos veículos seminovos cresceram 23,64% no primeiro semestre de 2016 se comparado a mesma época do ano passado. Foram 2,266 milhões de unidades contra 1,833 milhão.
O cenário de retração no segmento de novos resultou numa grande movimentação no ranking de participação de mercado (quadro abaixo). A GM, que em 2015 teve o Chevrolet Onix como modelo mais vendido superando o Fiat Palio, encerrou o primeiro semestre com a maior participação de mercado à frente da Fiat: 16,54% contra 15,09%. No entanto, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA), que engloba Chrysler, Dodge, Fiat e Jeep, mantém a liderança geral, com 17,92%.
E-COMMERCE
As vendas B2C (Business to Consumer) no varejo online nas categorias bens de consumo, turismo e auto movimentaram cerca de R$ 27,04 bilhões no primeiro semestre de 2016 no Brasil, segundo levantamento conduzido pela consultoria E-Consulting.
O valor representa 41,9% dos R$ 64,4 bilhões previstos para o segmento faturar neste ano. O levantamento também aponta queda de 2,35% nos primeiros seis meses em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo o estudo, bens de consumo continuam a liderar o índice, arrecadando R$ 14,89 bilhões de janeiro a julho de 2016. A previsão era de que o setor, que engloba vendas de eletro, eletrônicos, informática, vestuários e produtos de beleza, atingisse no período 43% do montante previsto para o ano, porém o resultado foi ainda mais satisfatório, alcançando 46,1%, o que significa um incremento de 3,1%.
Outro nicho que faz parte da somatória é o de turismo. As viagens vendidas via web fecharam o ciclo com uma arrecadação de R$ 7,17 bilhões, ficando bem próximo à meta de atingir 42,8% do volume previsto para 2016, que almeja totalizar R$ 16,9 milhões.
Já em relação ao VOL Auto, houve retração de 12% em relação à previsão. O número registrado no primeiro semestre de 2016 foi de R$ 4,98 bilhões. A E-Consulting esperava que as vendas de auto chegassem à metade do ano com 42,8% do valor previsto para 2016 (total de R$ 13,2 bilhões), porém a porcentagem atingida foi de apenas 37,7%.
Medido há 14 anos, o cálculo do índice do VOL inclui em sua soma a potencialização do e-commerce B2C nas modalidades tradicional, mobile commerce, social commerce e compras coletivas, além do C2C (Consumer to Consumer).
O FIM
Muitas ou quem sabe a maioria das profissões que conhecemos hoje pode ser que não existam em 10 anos. E tantas outras que não imaginamos vão nascer nesse mesmo período. Pouco mais, pouco menos.
A DPZT acaba de extinguir as posições de heads de Conteúdo, Mídia e Planejamento, para criar um head para todas essas coisas juntas, já que unificou as três disciplinas aparentemente distantes entre si.
O Grupo DAN tem em sua estrutura um agrupamento das disciplinas de BI, Mídia e Planejamento, chamada de Conections. Os cargos que compunham anteriormente essas disciplinas foram reconceituados e remodelados.
Nessa linha de mudanças de cargos e funções, o Advertising Age traz matéria esta semana prevendo o fim do Diretor de Criação nas agências de propaganda. Ao menos o diretor de Criação como o conhecemos hoje.
A publicação comenta que boa parte das agências nos EUA e fora dele ainda tem um cargo de direção de criação como ele foi criado há muitos anos, o que é verdade, e que a demanda da posição hoje aponta para um profissional com habilidades de User Experience para entender e fazer funcionar melhor a comunicação em variados ambientes interativos, entre outros, além de ter que ser também alguém que se alinhe mais com os diretores de marketing, com quem, imagina o jornal, deverá estar cada vez mais emparceirado.
É uma visão.
Talvez possamos acrescentar algo mais a esse novo perfil do diretor de Criação. Ele deverá ser mais e mais um consultor do cliente na sua tarefa de comunicação, entendida aqui comunicação como um conjunto multifacetado de atividades que podem vir a envolver desde a ativação off-line do ponto de venda integrando aí recursos tecnológicos interativos, como o desenvolvimento de um protótipo para um novo produto. E ainda a gestão de um sem-fim de alternativas criativas de peças e projetos que se adaptarão a cada canal e ponto de contato traçado pelo marketing (e pelo que hoje chamamos de planejamento na agência e que a DPZT acaba de extinguir). Veja caro (a) leitor (a), não se trata de fazer as velhas e cada vez menos usuais extensões de linha de uma ideia central, a tal Big Idea, mas ideias frescas e totalmente criadas para cada oportunidade de conversa com o consumidor. Isso vai dar muito mais trabalho do que simplesmente fazer adaptações de formatos e linguagens ponto a ponto. Vai exigir um malabarismo criativo mais sofisticado e elaborado, que talvez os diretores de criação que hoje temos atuando nas agências ainda não tenham.
Como pano de fundo de tudo isso, algo que temos escrito aqui em ProXXIma nos últimos 5 anos pelo menos: ele terá que ter um conhecimento de tecnologia muito, mas muito maior do que tem hoje, porque tudo será derivado e fundamentado em plataformas tecnológicas.
Estar atualizado em tecnologia não significa fazer um curso ou ler um livro ou trocar uma ideia no bar com a galera. Significa encarar a talvez mais desafiadora das as suas novas tarefas, que é acompanhar os avanços da ciência e da computação em sua velocidade hoje alucinante de evolução.
Coloque-se ainda nesse novo desenho a necessidade de que esse profissional esteja muito mais antenado com as linhas de receita de seus clientes, porque será dele a co-responsabilidade de gerar resultados e impactar o bottom line dos planos de negócio das empresas que atender.
Não vai ser nada fácil. Mas será, sem dúvida, um momento fascinante de transformação. Quem estiver pronto para o jogo, vai de alguma forma mandar nele e terá em suas mãos parte ainda mais relevante do poder que tem hoje o Diretor de Criação clássico.
Quem viver, verá.
