Ao Mario de Almeida, irmão, amigo e colega,
com o amor do Tom Jobim.
Dedicatória no CD Urubu.
A lista dos nacionais e importados que já passaram pelo Antonio”s, fenômeno de bar e restaurante carioca fundado nos fins de 1969, no bairro do Leblon é imensa. Falo de frequentadores. Seria cansativo enumerar. Mesmo porque, nas notícias e crônicas deste livro, os nomes vão surgindo, naturalmente. O que considero importante registrar são os assíduos frequentadores de sempre, dos primeiros tempos aos tempos de hoje.
Christina Gurjão, Maria da Glória, Ana Rosa Pereira Nunes, Anita e Miéle, Suely e Marco Aurélio Moreira Leite, Agildo Ribeiro, Mauro Salles, Paulo Garcez, Lúcio Mauro, Geraldo e Paulo Casé, Luís Carlos de Oliveira, Sônia e Leopoldo Câmara, Sílvio Campello, Jorge Teixeira, Antônio Torres, Fernando Amaral, Fausto Wolff, Miguel Calmon, Eudes do Amaral, Mauritônio Meira, Francisco de Paula Freitas são “sócios remidos” do Antonio”s.
Agildo comemorou 40 anos no Antonio”s, Tom, Miéle, e Sérgio Carneiro, 50, Nana Caymmi, alguns, Sérgio Cabral (quantos quantas vezes?), Paulo Casé já quis tombar, Fernando Amaral pintou diversos quadros, enfim, esse pessoal é grande. E aumentou, no decorrer do tempo, pelas presenças constantes de Márcia Carrilho, Geraldo Mota, Vera Sylvia Suplicy Forbes, Rachel Azulay, Eliana e Chico Caruso, Ney Paracampos, Albery, Gavazzoni e a Justiça, emeritamente representada por Mário Pimentel e Romeiro Jr.
Há muitos anos os Souza Dantas e entourage almoçam no Antonio”s: Marcos de Souza Dantas, Roberto de Souza Dantas, Roberto de Souza Dantas Jr., Liwal Salles e Miguel Cardim Pinto Monteiro.
E o novo endereço da Denison Propaganda, perto do Antonio”s, aumentou a frequência de Sérgio Ferreira, Oriovaldo Vargas e Celso Japiassu.
E há também, a Olga, vizinha e amiga de fé, mais agregada que cliente. É quem leva, por exemplo, o Manolo ao médico.
Muitos que foram, em outras épocas, frequentadores permanentes mudaram de paragens, como Tom Jobim, que, quando no Brasil, permanece na Plataforma. Chico Buarque não sei por onde permanece, se é que permanece. Muitos dependuraram as chuteiras e vão pouco a poucos lugares.
Alguns frequentadores de sempre, às vezes, tornavam-se “residentes”. Mas não se faz mais “residentes” como os de antes: Vinícius e Carlinhos de Oliveira, por exemplo, foram recordistas de permanência, ambos com mais de 40 horas consecutivas.
O Antonio”s, durante 30 anos, desde o fim do ano 1968, foi um enclave da inteligência carioca na avenida Bartolomeu Mitre. Lá, num tablado em meio à Avenida, com ala de escola de samba e banda da PM, lancei, em 1992, meu livro, Antonio”s, caleidoscópio de um bar, logo esgotado.
Inté.

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