Não sou mais um cine maníaco. Foi-se meu tempo da Cinemateca de São Paulo quando, em até meados dos anos 1950, vi, na tela, a história do cinema ocidental.
O Oscar me dá oportunidade de saber o que aconteceu de importante com a indústria cinematográfica norte-americana, o que diminui o tamanho da minha ignorância no assunto.
Este ano fiquei assustado com o tempo e o espaço que a mídia em geral dedicou à ausência de negros na premiação. O Oscar não é o pagamento da pena pelo crime da escravidão, o Oscar é um prêmio para o talento e não pode perder sua verdadeira destinação, ou seja, o aplauso para a excelência.
Ficar catando negro para purgar um mega crime do passado, além de usar um momento errado, pode prejudicar brancos que não são escravocratas.
A população negra dos USA é de 6% e elegeu e reelegeu o presidente da nação. Essas são as verdadeiras voltas por cima.
Nasci em Campinas, cidade que venta. Vento era meu maior ódio até o advento da Dilma. Hoje, vento é refresco.
Inté.

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