Língua ferina afirma que se Eduardo Cunha
suicidar-se será um pedido de desculpas por
haver nascido.
Semanas atrás coloquei aqui minha página à disposição dos petistas, bolivarianos, dos ainda comunistas, à disposição de todos que defendem ideias que não combinam com um sistema de uma república democrática, ou seja, desgovernos comprados por verbas não conseguidas através do trabalho. Ninguém aceitou meu convite e continuo sem saber o que pensa uma parcela deste país.
Estou com o saco cheio. Muito cheio. Nunca havia navegado num mar de burrice tão grosseira, imerso em sandices contínuas, onde a razão foi assassinada pela defesa – a qualquer preço – das posições governistas, por mais indefensáveis sejam elas.
Não há razão no Governo e nos seus defensores na manipulação de defesas indefensáveis. Uma coisa é defender um projeto ou uma ação através da lógica, outra coisa é insistir, por exemplo, na reedição de um tributo e sacar argumentos que brigam com a realidade fiscal do país. Dá para colocar a extinta CPMF – sonho do governo – como mais um tributo razoável?
Preciso confessar que nas matérias escolares por mim estudadas, Lógica, além de Português e Matemática, foi fascínio desde a primeira aula de Filosofia.
Vejamos o caso da análise das transgressões feitas à Lei da Responsabilidade Fiscal, que concluiu, por unanimidade, pela não aceitação das contas de 2014 da Dilma, a trapalhona. Quem, como eu, assistiu ao confronto de argumentos, acusando os delitos e justificando-os, apenas pela razão, foi agredido por alegações imbecis dos puxa-sacos governistas que, desconhecendo a unanimidade de 15 ou 16 auditores, acusaram o delito judicial como uma decisão política e não técnica.
O escritor, jornalista, produtor cultural e meu amigo Nelson Motta recordou a existência do advogado do PT, Dalmo Dalari, especialista em pagar micos jurídicos, que também se juntou aos cegos da lei e afirmou – ridículo – ser aquela uma decisão política.
Fiquei achando que, se um cardiologista diagnosticar um câncer num alto dirigente petista, será acusado de ter assinado um diagnóstico político. Eu heim, um discípulo da razão? Muito antes de conhecer a Grécia, eu já respeitava a herança cultural deixada pelos gregos ao Ocidente e ao mundo.
Inté.


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