O que me consola de ter a mesma cidadania de
Dilma, Lula, Cunha, Renan, Dirceu e assemelhados
é que acompanhei o apostolado de Dom Helder, fui
amigo de Carlito Maia, Henfil, de seu irmão, Betinho
e colaborei com Brizola e Darcy Ribeiro no projeto
CIEPs.
Não vou falar mal da Dilma, a nossa presidenta, como ela se anuncia. Falar mal dela é redundância, pois ela mesmo se encarrega disso, afirmando coisas que demonstram sua ignorância a respeito de nossa Constituição. Há semanas que ela vem insistindo que um eventual impeachment é golpe.
Não vou falar bem de Fernando Henrique Cardoso, pois sua folha corrida, sua carreira universitária e a criação do R$ respondem por ele. Não preciso elogiá-lo, sua famosa imodéstia cuida disso. Vamos, primeiro, ao entrevero Dilma versus FHC.
Dilma, em uma de suas muitas recentes declarações sobre golpismo: “Qualquer forma de encurtar o caminho da rotatividade democrática é golpe, sim. É golpe”.
Na minha sintética opinião, impeachment é a forma constitucional da sociedade livrar-se de um governante que usa o poder de forma ilícita.
Fernando Henrique Cardoso, de forma clara, objetiva e didática, expõe para qualquer nível de leitura, item por tem, todos os aspectos necessários para que se produza um processo legal de impeachment. Eu entendo o processo como um habeas corpus da sociedade contra um eventual sequestro de sua legalidade. Não fosse sua existência e a dupla Collor-PC Farias teria assaltado muito mais o bem público. PC, assassinado, pagou com a vida, e o Collor continua sua trajetória de colecionar automóveis de luxo, um traço infantil de sua megalomania.
Quem não deixou o trem passar quanto à obsessão presidencial em relação ao golpismo foi Aécio Neves, presidente do PSDB. Dilma aproveitou a solenidade de posse do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e mandou um recado: “Queremos um país em que os políticos pleiteiem o poder por meio do voto e aceitem o veredicto das urnas”. Aécio deu o troco: “Golpe é usar dinheiro do crime ou da irresponsabilidade fiscal para obter votos”.
Hélio Bicudo, jurista e um dos fundadores do PT, teve o seu pedido de impeachment da presidente protocolado na Câmara Federal. O mesmo fez Reale Jr, famoso jurista de São Paulo.
Inté
Antes que eu me esqueça: Vai daqui, da Barra da Tijuca, Rio, Brasil, um pontapé de um ex-ponteiro-direito das peladas de fim de tarde na bunda da cinegrafista húngara que chutou um bebê e seu pai. Morte rápida para ela.

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