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Arrancou do calendário a última folha do mês de julho e jogou-a no cesto de lixo. Lembrou-se que fora o mês de seu aniversário …

Arrancou do calendário a última folha do mês de julho e jogou-a no cesto de lixo. Lembrou-se que fora o mês de seu aniversário e deu de ombros. Chegara àquela idade em que a ordem de grandeza superara a contagem de anos. Deu-se conta que atravessara décadas sem nunca deter-se para avaliar o tempo decorrido. Seu pragmatismo comparava a vida com a água do rio: quando passa, passou. Considerou que passara parte da vida vivendo com tal velocidade que o pensar sobre a vida não cabia na sua vida. Jamais se permitira parar na pergunta: o que é a vida? Sua resposta foi sempre a mesma: a vida é para ser vivida e ela se basta na sua missão. Quando desafiado para explicar o post morte, dizia ser tão simples quanto a vida: será autoexplicado. Qualquer tentativa de explicação é invenção, é inócua, apenas responde à necessidade do homem inventar uma resposta a algo intangível. E nessa cata de resposta, criam-se propostas à inteligência, algo que faça da vida algo com ares de verdade, como se a vida – de fato – não fosse uma verdade, mais que uma verdade, uma verdade absoluta.

Inté (enquanto a vida deixar).

Autor

Mario de Almeida

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