Se Dilma fosse patriota, já teria renunciado. Getúlio suicidou-se.
M.A.
“César de Queiroz Benjamin (Rio de Janeiro, 5 de maio de 1954) é um cientista político, jornalista, editor e político brasileiro. Durante a ditadura militar brasileira, participou da luta armada contra o regime, foi perseguido e exilado. Cofundador do Partido dos Trabalhadores, foi também filiado ao PSOL, tendo se desligado dos dois partidos. Atualmente, César Benjamin é o editor da Contraponto Editora e colunista da Folha de São Paulo.” Segue trecho de artigo de César Benjamin, conforme é conhecido, no número 103 da revista mensal Piauí de abril, referindo-se aos tribunos romanos: “Com o tempo, os grandes tribunos perceberam que não havia verdadeiro mérito nisso. Dedicaram-se, então, a buscar a perfeição da oratória na prática oposta, a de elogiar o feio, o ridículo ou até mesmo o abominável. Luciano e Leão Baptista Alberto descreveram as virtudes da mosca. Polícrates louvou os ratos. Luíz Uviquílio enalteceu os gafanhotos. Clitério escolheu o caruncho. Favônio, as febres. Betubo, os mosquitos. Miguel Psellos, as pulgas. Sinésio, a careca. E André Amônio fez um antológico discurso em que descreveu as belezas do nada. Tivesse eu esse talento, faria o elogio de Dilma Rousseff. Seria o elogio da nulidade”.
Ricardo José Delgado Noblat (Recife, 7 de agosto de 1949) é um jornalista brasileiro. Formado pela Universidade Católica de Pernambuco, Noblat foi editor-chefe do Correio Braziliense e da sucursal do Jornal do Brasil em Brasília. Atualmente, Noblat mantém um blog e uma coluna semanal em O Globo, onde escreveu em 13.04: “Uma pessoa que não ama seus semelhantes, ou que não sabe expressar seu amor por eles, não pode ser amada. Que o diga Jane, ex-criada do Palácio da Alvorada. Um dia, Dilma não gostou da arrumação dos seus vestidos. E numa explosão de cólera jogou cabides em Jane. Que, sem se intimidar, jogou cabides nela. O episódio conhecido dentro do governo como “a guerra dos cabides” custou o emprego de Jane. Mas ela deu sorte. Em meio à campanha eleitoral do ano passado, Jane foi procurada pela equipe de marketing de um dos candidatos a presidente com a promessa de que seria bem paga caso gravasse um depoimento a respeito da guerra dos cabides. Dilma soube. Zelosos auxiliares dela garantiram a Jane os benefícios do programa “Minha Casa, minha Vida”, uma soma em dinheiro e um novo emprego. Jane aceitou. Por que não?”.
Se fosse factível, eu sugeriria que os panelaços fossem substituídos por cabidaços.
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Morreu o gaúcho Paulo Brossard, emérito jurista e democrata radical.
No ano de 1962 os EUA decretaram o bloqueio (embargo) de Cuba. Fui solicitado pela Rádio Guaíba de Porto Alegre a participar de um debate sobre o assunto. Respondi que só aceitaria caso o debate se limitasse ao bloqueio em si, sem maiores alusões à revolução de Fidel e seus companheiros, o que foi acertado com Paulo Brossard e outro participante. Brossard, que, ao contrário de mim, defendia o bloqueio, quebrou a pauta e criticou o “Paredão”, pena de morte instituída pelos revolucionários para oposicionistas condenados em julgamentos populares. Surpreendido pela quebra do protocolo, surpreendi Brossard perguntando se ele queria trocar comigo os cadáveres do “Paredão” pelos cadáveres da extinta ditadura de Fulgêncio Batista. Brossard, estupefato, não respondeu e, face à minha insistência, o programa foi tirado do ar…
Inté.

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