Bibi ou Benedito Costa, apelido e nome dele, esse foi o cara que mudou a vida de quem pretendia vir a ser um advogado. Mais que amigo, ele, primo do meu amigo e colega Eusilles Costa Pastore, foi convidado a dirigir uma peça de teatro na Escola Caetano de Campos, na qual o Eusilles presidia o Grêmio 2 de Agosto.
Foi minha estreia como ator, na peça em um ato de Machado de Assis, “Não consultes médico”.
Essa estreia, mais a amizade com Bibi, abriram os meus olhos para o mundo encantado que é o teatro. Bibi fizera parte do grupo amador Teatro Universitário, de São Paulo, cuja parcela de integrantes se profissionalizou no TBC –Teatro Brasileiro de Comédia – fundado pelo executivo industrial italiano Franco Zampari e se tornou um dos mais importantes teatros brasileiros. Um desses universitários – Décio de Almeida Prado – tornou-se o principal crítico teatral paulista e dos mais importantes do Brasil.
Acho que essa coluna inicial está muito mal redigida, vou ter que contratar um ortopedista literário para remediar o malfeito que não tem nada a ver com o governo (sic) Dilma.
Mudemos de assunto: eu tinha uns dez anos, já não era um analfabeto sexual quando perguntei a minha mãe o
motivo dela não ir mais à igreja. Com muito cuidado no uso das palavras, ela me explicou que na última vez em que se confessara, o padre lhe dissera que relação sexual, sem o objetivo da procriação, era pecado. Felizmente
minha mãe não era carola, inda que boa reprodutora e, anos depois, deu-me o irmão Eduardo. Meus pais jamais se separaram por uma idiotice da Igreja.
O conhecimento do Bibi e as dezenas de espetáculos teatrais a que assistimos juntos, me tiraram da provável advocacia. Decidi que seria difícil começar uma carreira no teatro (na TV não) com as facilidades oferecidas pelas amizades de São Paulo, peguei um ônibus para o Rio, estreei como ator profissional e lá se foram 10 anos como ator, diretor, cenógrafo e tudo que se fere às artes cênicas, inclusive a construção de um teatro.
Em 1949, ainda estudante, em julho, 17 colegas e eu resolvemos acampar em Paquetá, onde completei 18 anos. Bibi saiu de São Paulo e foi fazer uma bacalhoada comemorativa de minha maioridade. Dá pra esquecer?
Inté.

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