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Cruel, mas nem tanto

Viver bem é a melhor vingança. (Provérbio basco)  “Hipócrita, ignorante, racista, homofóbico, violento e covarde”. Com essas palavras, o escritor brasileiro Luiz Ruf

Viver bem é a melhor vingança.

(Provérbio basco)

 “Hipócrita, ignorante, racista, homofóbico, violento e covarde”. Com essas palavras, o escritor brasileiro Luiz Ruffato, um dos oradores na abertura da Feira da Frankfurt, dia 8 passado, brindou o Brasil homenageado e alinhavou suas justificativas, uma a uma.

Em 1951, foi decretada a Lei nº 1.390, conhecida como Lei Afonso Arinos, a lei que determinou o racismo como crime.

A Lei nº 11.340, muito conhecida como Lei Maria da Penha, decretada pelo Congresso Nacional e que entrou em vigor em 22 de setembro de 2006, entre as várias mudanças promovidas, está o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito doméstico ou familiar.

Em maio de 1999, foi implantada no Brasil a Lei Seca, com ações promocionais em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Florianópolis – escolhidas em função da alta incidência de acidentes em rodovias federais, mas com abrangência nacional. É uma lei rígida e está na categoria das que “pegaram”.

Quarta-feira passada, dia 9, o Banco Central aumentou a taxa de juros (Selic) para 9,5% e passou a operar com a maior taxa do mundo.

Quando a Lei Afonso Arinos foi aprovada, em 1951, 63 anos antes o decreto da Abolição havia sido assinado pela Princesa Isabel. No entanto, o racismo ainda persistia, como ainda há em outra escala. Toda vez que se assina um decreto proibitivo, prova-se, é claro, que o objeto da proibição existe.

Maria da Penha, que deu nome à Lei, durante seis anos foi violentamente agredida pelo então marido. Seu nome à lei explicita que a violência contra a esposa ou companheira não é caso raro e, hoje, muitas vezes, acaba na Justiça.

A Lei Seca, apesar de sua rigidez, não é novidade no país e nem existe nominalmente. Dezenas de países, como o nosso, têm dispositivos legais que penalizam os motoristas que ingerem álcool antes de dirigir veículos. O número de infrações prova que a medida surte efeito e diminui o número de acidentes de trânsito.

Semanas atrás, meu sobrinho de Florianópolis, Carlos Eduardo Freitas da Cunha, mestre da Comunicação, mandou-me uma pergunta à queima-roupa:

– O Brasil tem jeito?

– Não tem. Aproveite a vida.

Não conheço Luiz Ruffato, mas comungo com sua avaliação sobre o Brasil. Somos realistas.

Sejamos todos felizes, ser cidadão é contingência, mas ser patriota é opção.

Inté

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Disseste  o que gostaríamos de dizer nessa hora. Muito terno e tocante. A idade tem essa reserva para nós. O ruim é quando alguns amigos se vão cedo demais. Aí a gente diz, não precisava. Obrigada pela seleção dos poemas, um refúgio para horas esparsas. Bj, Vera (Verissimo), Porto Alegre

Autor

Mario de Almeida

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