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Amanhã, sem falta

Lembrei-me, mais uma vez, que a primeira constituição republicana, proclamada em 24.02.1891, colocava como objetivos a transposição do Rio São Francisco e a construção

Lembrei-me, mais uma vez, que a primeira constituição republicana, proclamada em 24.02.1891, colocava como objetivos a transposição do Rio São Francisco e a construção da capital federal no centro do país.

Em 21 de abril de 1960, graças à gestão de Israel Pinheiro, o “capataz de Brasília”, JK inaugurava a capital do país no Planalto Central, e a transposição do São Francisco – uma ideia ainda de Dom Pedro II – ficou esperando sua vez, coisa que, depois de muitas discussões, teve as obras iniciadas e interrompidas, até que retomadas no governo do ex-presidente Lula, deveriam estar concluídas no ano passado. Deveriam… No momento, o prejuízo já é enorme, pois parte do que foi feito, o abandono desfez. 

O São Francisco é um mero exemplo do mal maior que caracteriza o país, a falta de gestão.

Nos últimos anos, os exemplos são claros, e a interdição do “Engenhão”, estádio carioca construído há poucos anos, exorbita pelo tamanho da irresponsabilidade e do risco de tragédia.

Na construção dos estádios (arenas, de acordo com o novo vocabulário) para a Copa das Confederações e Copa do Mundo, o vexame já foi dado: prazos prorrogados algumas vezes; arenas entregues sem o ponto final; acessibilidades duvidosas, entornos inacabados, enfim, um monte de imbróglios…

Na construção do Maracanã, para a Copa de 1950, na gestão do prefeito Ângelo Mendes de Morais, o Brasil não só prestou um serviço à FIFA, pois a Europa ainda se ressentia dos efeitos da Segunda Guerra Mundial, como não pagou mico, tudo entregue e realizado conforme o planejado.

Os jogos realizados em Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo obedeceram às tabelas e tudo ocorreu de acordo com a logística traçada.  

Tanto nas áreas oficiais como nas empresas privadas, são inúmeros os absurdos já registrados. O caso do Aeroporto Tom Jobim, no Rio, é escabroso, pois, atolado em problemas, teve, nos últimos dois anos, apenas 5,2% do orçamento aplicados.

Um dos melhores programas sociais do governo federal – Minha casa Minha vida – em parceria com os estados e municípios, foi apanhado em delito de propina nas cidades com menos de 50 mil habitantes.

A confusão com a Bolsa Família, há semanas, foi um problema típico de falha de gestão.

Semana passada, na abertura da 55ª Bienal de Veneza, o pavilhão brasileiro permaneceu fechado, pois ainda não estava pronto…

Acho que o Brasil é uma indústria de projetos sem a cultura de gestão.

Inté

Vitrine (Comentários sobre coluna anterior)

Oi, honey. Absolutamente em tempo tua coluna sobre Joaquim Barbosa. Ele surgiu ou, melhor, subiu, ascendeu, como uma promessa de seriedade e competência, para logo em seguida… bem, disseste bem o que pensamos. E muito a propósito, pois, continuaremos aguardando a promessa. Dói, porque precisamos tanto de pessoas assim. Quando escreves sobre política és contundente, mas perspicaz. Agora vamos ver se o Barroso (Luís Roberto) não nos decepciona. Eu assisti a um programa de TV em que ele era convidado, e havia ficado muito impressionada com a concisão e profundidade do que falou. 

Bj, Vera (Verissimo), Porto Alegre

Concordo. Apesar de gostar muito dele, você tem toda razão. José Andreata Neto, Rio

Bom dia, Mario. Muito boa a coletiva de hoje. Um abraço. Coelho (Eduardo), São Paulo

Bom dia, Mário. Realmente, o nosso Ministro Presidente do STF deu uma bela escorregada. Tamanha que me fez lembrar de um comediante da Escolinha do Professor Raimundo, que, depois da sua habitual mancada, encerrava seu quadro dizendo: mas eu estava indo tão bem… Roberto Castro, Rio

Autor

Mario de Almeida

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