Zico, o ex-craque do Flamengo conhecido como o Galinho de Quintino, fez 60 anos e, por justiça, foi alvo de muitas comemorações, no fim de semana anterior e ganhou, inclusive, uma estátua na Gávea.
No mesmo fim de semana , Botafogo e Flamengo disputaram uma semifinal do Campeonato Carioca de Futebol, e o Botafogo, depois de anos sem vencer o adversário, finalmente venceu.
O Globo, cujas matérias no Caderno de Esportes vem driblando o óbvio, saiu-se com a seguinte manchete:
“Sem jejum no aniversário de Zico”. Não satisfeito o redator mandou abaixo:
“Botafogo quebra série de 10 jogos sem vencer o Flamengo, dá presente de grego ao ídolo rival e vai à final contra o Vasco.”
Deu pra entender? Em tempo: Zico não jogou.
Não é meu hábito encaminhar textos recebidos via Internet, mas este que segue, enviado pelo meu amigo Alfredo Gonçalves, o dono da Quorum Editora, fez um bem tão grande ao meu fígado que resolvi compartilhar com os amigos leitores. Em tempo: Seis Bocas é um bairro nobre de Fortaleza.
Na recepção dum salão de convenções, em Fortaleza.
– Por favor, gostaria de fazer minha inscrição para o Congresso.
– Pelo seu sotaque vejo que o senhor não é brasileiro. O senhor é de onde?
– Sou de Maputo, Moçambique.
– Da África, né?
– Sim, sim, da África.
– Aqui está cheio de africanos, vindos de toda parte do mundo. O mundo está cheio de africanos.
– É verdade. Mas se pensar bem, veremos que todos somos africanos, pois a África é o berço antropológico da humanidade…
– Pronto, tem uma palestra agora na sala meia oito.
– Desculpe, qual sala?
– Meia oito.
– Podes escrever?
– Não sabe o que é meia oito? Sessenta e oito, assim, veja: 68.
– Ah, entendi, meia é seis.
– Isso mesmo, meia é seis. Mas não vá embora, só mais uma informação: A organização do Congresso está cobrando uma pequena taxa para quem quiser ficar com o material: DVD, apostilas, etc., gostaria de encomendar?
– Quanto tenho que pagar?
– Dez reais. Mas estrangeiros e estudantes pagam meia.
– Hmmm! que bom. Ai está: seis reais.
– Não, o senhor paga meia. Só cinco, entende?
– Pago meia? Só cinco? Meia é cinco?
– Isso, meia é cinco.
– Tá bom, meia é cinco.
– Cuidado para não se atrasar, a palestra começa às nove e meia.
– Então já começou há quinze minutos, são nove e vinte.
– Não, ainda faltam dez minutos. Como falei, só começa às nove e meia.
– Pensei que fosse as 9:05, pois meia não é cinco? Você pode escrever aqui a hora que começa?
– Nove e meia, assim, veja: 9:30
– Ah, entendi, meia é trinta.
– Isso, mesmo, nove e trinta. Mais uma coisa senhor, tenho aqui um folder de um hotel que está fazendo um preço especial para os congressistas, o senhor já está hospedado?
– Sim, já estou na casa de um amigo.
– Em que bairro?
– No Trinta Bocas.
– Trinta bocas? Não existe esse bairro em Fortaleza, não seria no Seis Bocas?
– Isso mesmo, no bairro Meia Boca.
– Não é meia boca, é um bairro nobre.
– Então deve ser cinco bocas.
– Não, Seis Bocas, entende, Seis Bocas. Chamam assim porque há um encontro de seis ruas, por isso seis bocas. Entendeu?
– E há quem possa entender?
Vitrine (Comentários sobre a coluna do ENEM)
Ao pé da coluna, Carlos E. F. Cunha, de Santo Amaro da Imperatriz/SC, mandou: Vergonha – Mestre Mário. Das duas uma: choramos de vergonha ou rimos do ridículo. Como nunca acreditei muito na gestão educacional desse país, hoje assinalo a segunda opção. Abração. Carlos Eduardo
Todos eleitores do Lula, eu arrisco dizer. Estudar pra quê se você pode até se tornar presidente do Brasil? Beijos. Circe Aguiar, Rio
… estupenda criatividade… Moisés Andrade, Olinda/Recife
E nem tão inculto assim, pois a finalidade é esclarecer e divertir o povo. Fiquei curiosa em saber como levaram o Convento da Penha para o alto do morro, já que uma grande façanha deve ser divulgada. Fiquei muito tranquila quanto à quantidade de teus hormônios. Vês que o exame tem suas vantagens. Agora, a Previdência assegurar a enfermidade coletiva é gênio quem escreve, tinha que ser aprovado. Não adianta, não se consegue deixar de comentar. Bj, Vera Verissimo, Porto Alegre.
Querido, bom dia. As Pérolas do Enem nos provocam riso e tristeza! Pobre país esse nosso… Magaldão deve estar dando murros na mesa; “Estamos cercados de incompetentes!” Beijos, Monica Magaldi, Bebedouro, SP
Oi, Mario, e ainda há quem insista nas cotas raciais. Abs, José Carlos Pellegrino, São Paulo

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