Não vou fazer o panegírico do político Leonel de Moura Brizola, mas vou destacar sua visão quanto à importância da educação no desenvolvimento de uma nação.
Depois de construir escolas em todo o Rio Grande onde havia crianças em idade escolar, quando governador do Estado do Rio de Janeiro (1983-1987 e 1991-1994) implantou e desenvolveu o projeto educacional do antropólogo Darcy Ribeiro “Centros Integrados de Educação Pública” (CIEPs), popularmente apelidados de Brizolões, projeto considerado, pelo seu autor uma revolução na educação pública do País.
Não vou copydeskar o que já está exato na Internet:
“O horário das aulas estendia-se das 8 às 17 horas, oferecendo, além do currículo regular, atividades culturais, estudos dirigidos e educação física. Os CIEPs forneciam refeições completas a seus alunos, além de atendimento médico e odontológico. A capacidade média de cada unidade era para mil alunos.
O projeto objetivava, adicionalmente, tirar crianças carentes das ruas, oferecendo-lhes os chamados “pais sociais“, funcionários públicos que, residentes nos CIEPs, cuidavam de crianças também ali residentes.
Os governos que sucederam aos de Brizola não deram continuidade administrativa ao projeto, desvirtuando-lhe a sua principal característica: o ensino integral. Desse modo, as unidades construídas e operacionais tornaram-se escolas comuns, com o ensino em turnos. As demais, parcialmente concluídas, foram simplesmente abandonadas, assim como desativada e desmontada a instalação que produzia as suas peças pré-moldadas de concreto.”
No Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, Brizola colocou em prática, no atacado, sua visão do papel da educação na formação de uma nação.
Hoje, com quase 10% de analfabetos, o Brail tem ainda bolsões com mais de 30% de brasileiros onde o alfabeto chegou para poucos.
Apenas o Distrito Federal e os estados de Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul têm hoje taxas de analfabetismo inferiores a 4,24%.
Hoje, no Ro, discute-se a demolição do Museu do Índio e de uma escola pública, para dar espaço ao novo entorno do Maracanã. Esqueceram de perguntar se o entorno do novo Maracanã não prejudicaria o entorno dos dois prédios em questão.
O Brasil precisa de muito mais gente como Darcy Ribeiro e Leonel Brizola.
Inté.
Vitrine (Comentários sobre a coluna anterior)
A coluna sobre a cidade gaúcha de Carlos Barbosa (antigo governador do Rio Grande) despertou o veio humorístico do meu amigo Léo Christiano e ele enviou o seu delírio tropical. Viva!
Mario, viva ! Já li Coletiva hoje e vi reproduzido o brado retumbante do meu desejo. Na sexta (18/1), o grande Roberto Barbosa, neto do Orestes, que exerce a diretoria social do Clube Militar, me chamou para uma apresentação especial do programa “Histórias do Frazão” (Rádio Nacional AM aos domingos das 9 às 11h). O líder de audiência do horário, radialista Osmar Frazão, conta histórias de cantores e compositores desde o início do rádio no Brasil. E o Orestes Barbosa que comemora 120 anos de nascimento, agora no dia 8 de maio, será festejado e badalado merecidamente, das estrelas ao chão destes pontos luminosos que encantam nossas noites. E pode haver parentesco com o Carlos Barbosa que deu nome à notável cidade do Sul. Uma nova edição do livro lançado durante o ano do centenário também entrou na pauta para este ano e, quem sabe?, uma festa de arromba em Carlos Barbosa, com a cobertura de alguma rede nacional de televisão. O fato é que há muito a fazer neste 2.013. Muito mais que assistir a julgamentos e ler notícias de patifarias e crimes hediondos. Beijos nas meninas. Léo.
Que bom ser gaúcho, Mario. Minha inveja só não é maior, porque tenho mulher… gaúcha! Rodrigo Sá Menezes, São Paulo

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