Emoção: quanto mais fundo cala, mais inesquecível fica. M.A.
Conforme o prometido por mim e cumprido por amigas e amigos, publico hoje o que Erasmo Carlos e Roberto Carlos chamaram de Emoções.
Hoje só a metade, pois a outra sai na próxima segunda-feira, dia 12.
Obrigado a Aderbal Moura, Ascanio Pedro Monteiro, Carlos Eduardo da Cunha, Celso Roberti, Circe Aguiar, Eduardo Coelho Pinto de Almeida, Emengarda Fontes, Gilson Loureiro, José Antônio Gonçalves, José Carlos Pellegrino, Rachel Almeida, Ricardo Pinto de Almeida, Roberto de Jesus Castro, Ruth Negrini, Suely Singer Afonso, Ulrich Aguiar e Wanda Almeida.
Por culpa minha, que não especifiquei tamanho, perdi depoimentos maravilhosos, alguns maiores que o espaço que ocupo aqui.
A ideia não era contar uma história, mas apenas um flash de uma emoção.
De qualquer forma, obrigado. Aprendi a lição. Segue a primeira parte das “ajudas” não descartadas.
Início de carreira
Eu tive uma emoção muito grande quando publiquei minha primeira matéria no jornal. Não era assinada, era uma tripinha sobre o nascimento de quíntuplos na cidade. Mas ganhei um elogio do editor e a alegria de ver meu primeiro trabalho profissional como jornalista publicado. Guardo a matéria até hoje. Rachel Almeida, Rio.
Viajantes
Já conhecia boa parte da Europa, Canadá e EUA. Achava que nada poderia superar a emoção que senti, em 1996, ao pisar pela primeira vez em Paris. Ledo engano. Em 2009, empreendi uma viagem de três meses pela Europa com esposa (Sandra) e duas filhas – Lara (7) e Alice (3). Foram 15 países, mais de 12 mil km percorridos de carro em 45 dias. Muitas aventuras mesmo. Moramos um mês em Valência, cidade que nos encantou, e outros 15 na França. Na volta, em 2010, uma única certeza: emoção igual não houve. Vamos tentar superar a marca em 2013. Carlos Eduardo da Cunha, Florianópolis. Rio.
Sonho
Num sonho, vi Jesus em pé, todo luminoso, de braços abertos. Fui até ele, mas não me senti digno de abraçá-lo. Ele me envolveu totalmente com seu manto branco-pérola. Senti uma luz indo até cada célula do meu corpo – uma radiância cristalina, suave, transparente, harmoniosa. Meu corpo não era mais material. Era de luz. Um êxtase. Quando contei pro
meu pai, ele disse: benza Deus! Ascanio Pedro Monteiro, Rio.
12 de junho
Uma amiga me chamou para visitar uma amiga dela que eu não conhecia. Cheguei lá e encontramos a garota sozinha em casa e assistimos a um filme. Depois desse dia, eu a encontrei de novo numa pequena festinha caseira. Conversamos um pouco sobre música e a noite acabou rápido. Outro dia ela, me convida pra assistir a um filme na casa dela – Pink Floyd. Depois ficamos olhando a rua da janela do oitavo andar onde ela mora. Entre barulho de lixos sendo revirados, alarmes de carro, gatos aos berros e algumas estrelas, nos beijamos. Era 12 de junho de 2011, Dia dos Namorados e é o que somos desde então. Eu a amo mais a cada dia. Viva o Dia dos Namorados! Ulrich Aguiar, Fortaleza.
Quando a vida imita a propaganda
Nos idos de 1975 lançamos na Barra da Tijuca o Condomínio Nova Ipanema. Inda que trabalhando em São Paulo, desloquei-me para o Rio e participei de toda a campanha de vendas. Na hora de escolhermos a capa do folheto, concordamos que o fato que mais diferenciava o produto era o sossego e a qualidade de vida oferecida.
Nosso folheto e as peças da propaganda estampavam a foto de um menino de 4 anos, andando de velocípede no meio da rua.
O apelo era “Nova Ipanema, a nova antiga maneira de viver”.
Sucesso total de vendas e voltei para meu trabalho na Lopes de São Paulo.
Três anos depois, aluguei um carro no Santos Dumont e fui visitar o Condomínio. Logo na entrada vi o Clube e a escola, virei para uma rua de casas e aí quase morri do coração: no meio da rua, andando de velocípede, um menino de cerca de 4 anos.
Minhas pernas tremiam e meu coração saltava. Parei o carro até que a emoção sossegasse.
Na hora, olhando para o céu, pensei: Não sei quem preparou esta para mim, mas… Muito obrigado! Eduardo Coelho Pinto de Almeida, São Paulo.
Memória puxa memórias
Não esqueci e também não dará tempo de esquecer minha primeira entrada numa casa de apostas onde você, Mario, expert no assunto, sugeriu jogarmos numa égua de nome JEITOSA, para ganharmos de jeito, como ganhamos.
Memória puxa memórias e lembro-me, ainda das noites, há mais de 60 anos, que subíamos a Rua da Consolação a pé até a Avenida Paulista, batendo papo e de lá caminhávamos solitários até nossas casas, você em Pinheiros e eu na Bela Vista.
Festinhas, reuniões no Grêmio 2 de Agosto, acampamentos, jornadas esportivas, chopes, pizzas e vinhos que caíam fora do copo e furavam a toalha, tamanha a acidez, foram tantos que é impossível – sem emoção – relembrar todos esses momentos. Celso Roberti, São Paulo.
Inté.
Vitrine (Comentários dos leitores)
Jovem Mario, boa tarde… quem sabe um dia eu conversarei com V. sobre a lapidação… quem sabe na futura convocação! Moisés Andrade, Olinda, Recife.
Grato, Mario. Ao menos, a ajudinha funcionou… Abs, José Carlos Pellegrino, São Paulo.

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