Conheci Eloí, ele inda garoto nascido no interior, morando em Porto Alegre e criado por uma tia lavadeira. Logo que o conheci, perguntei o que ele gostaria de ser. “Gosto muito de terra”, respondeu.
Ele fez os quatro anos correspondentes ao ginásio numa escola técnica de agronomia, idem no curso médio e, em 1973, aos 24 anos, recebia na Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do RS – UFRGS – seu cartucho de engenheiro agrônomo.
Naquela ocasião, obteve, para sua escolha, duas bolsas de estudos na França e o ajudei a escolher a mais conveniente para o seu futuro profissional. Em vez de prática agrária, ele partiu para a política agrária e a luta contra a fome.
Hoje, aos 63 anos de idade, Eloí Flôres da Silva resume em algumas páginas seu curriculum vitae que, ainda mais resumido, registra ser ele professor universitário, consultor na área econômica, educacional e administração de negócios e diretor da Universidade Luterana do Brasil – Campos Guaíba/RS, desde 2009.
Quanto a mim, na época em que conheci Eloí, era jornalista, solteiro, morava sozinho e não me passava pela cabeça a ideia de casar ou formar família: eu era um free lancer existencial.
Eloí fez todos os seus cursos para a Agronomia em regime de internato; quando mudei para o Rio, passava as férias conosco e, sempre, desde o dia em que me disse gostar de terra, eu cobri suas necessidades para chegar ao cartucho.
De todas as oportunidades de ser útil que a vida me gratificou, nenhuma me foi tão generosa, tão feliz e tão consequente quanto ao fato de poder afirmar que, sem papel e sem mais nada, o gaúcho Eloí Flôres da Silva é meu filho adotivo.
Inté.
Vitrine (comentários sobre coluna anterior)
Jovem Mario,
Terminada a eleição no Recife, o Diário de Pernambuco estampou a manchete: PT. Saudações. Moisés Andrade, Olinda/Recife
Melhoras, amigo! Beijokas, Claudia Almeida, Rio
Vai sarar, Com amor, Antonio Abujamra, São Paulo
Melhoraste da laringite? Ok, colunas de reminiscências. Como conheço muito do que escreves, já não me parecem tão novidade, mas relatas muito bem, como sempre. Vera Veríssimo, Porto Alegre

*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial