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Quebrando o galho

Estou com laringite, cordas vocais inflamadas, gripe e uma rouquidão. Vou “costurar” partes de colunas já publicadas aqui para não ficar apenas no Inté. …

Estou com laringite, cordas vocais inflamadas, gripe e uma rouquidão.

Vou “costurar” partes de colunas já publicadas aqui para não ficar apenas no Inté.

Referente à última coluna, entre outros e-mails e dois telefonemas, recebi: “Caro Mario, com relação às memórias Novo Leblonenses, ficaram de fora da sua lista de realizações os livros do Novo Leblon Ano 10 e Ano 20. Da mesma forma, o lembrete na passarela da Avenida das Américas sobre o cinto de segurança. Provavelmente outros destaques também foram esquecidos, mas também os foram da minha memória. Um grande abraço, Claudio Fischgold.

Caro Cláudio: naquela relação coloquei apenas nossas realizações como subsíndico administrativo nos anos 1984 e 85.

Outras realizações, como as revistas de luxo dos 10, 20 e 25 anos do Condomínio, foram depois, mas em termos concretos (literalmente), como condômino, junto com o amigo Jair Coelho, faltou dizer que estivemos à frente de um processo vitorioso contra a construtora Gomes de Almeida, Fernandes, e cujo acordo posterior foi por mim assinado. Já escrevi aqui:

“Resumo da ópera: além do ressarcimento de todas as despesas efetuadas, o Condomínio faturou 1,5% da venda de todo o Edifício Pisano (160 unidades). Parte dessa verba eliminou a única carência comunitária, a construção de um ginásio coberto.” E ainda cobriu as despesas da instalação da Fazendinha, pelo meu amigo Sylvio Queiroz Corrêa, com direito a troco.

Um  morador e amigo, sabendo de minhas muitas obrigações profissionais e familiares, indagou o que eu pretendia com esse acúmulo de atividades aliadas às de subsíndico. Política? 

A resposta obrigou-me a uma autoavaliação.

Expliquei que estudei 12 anos em São Paulo, num dos melhores colégios do Brasil que, além de excelente, era público, ou seja, gratuito. Uns 90% de todos os livros que li, até completar a maioridade, pertenciam às duas bibliotecas da escola e à Biblioteca Municipal, hoje Mário de Andrade. Tudo grátis. Minha formação musical, ainda que modesta, foi iniciada na Discoteca Municipal de São Paulo. Grátis. Minha formação cinematográfica, nada modesta, contava com duas sessões semanais na Cinemateca de São Paulo. Grátis. Minha iniciação e contato com as artes plásticas, além dos livros, foram ampliadas – ‘ao vivo’ – por dois museus de arte, sendo um apenas de arte moderna. Grátis. Quando da inauguração da sede do Teatro de Equipe, em Porto Alegre, aquela Cinemateca paulistana e outras instituições emprestavam filmes – tudo grátis –, e a gente fazia exibições todos os sábados com ingresso grátis, é claro.

A iniciação cinematográfica do ator Paulo César Peréio começou aí, com ele carregando o projetor emprestado do Instituto Goethe. Projetor e frete grátis.”

Foi fácil dizer ao meu amigo que eu sou um produto no qual a sociedade investiu muito e que me sinto obrigado a devolver a ela um mínimo desse investimento.

Inté.

Vitrine (Comentários dos leitores)

Jovem Mario: a bela vida é a construção de belas memórias. Moisés Andrade, Olinda/Recife

Meu Caro  amigo e vizinho, as suas lembranças sobre o lugar que moramos, a sua efetiva participação como homem criativo e empreendedor em várias oportunidades, certamente marcou a vida de muitos condôminos como a minha. Há uma citação do Mário Quintana que diz que “em qualquer lugar que moramos, deixamos um fantasma nosso de diferentes idades, desejando perpetuar-se no tempo…”  Nossos filhos que se deleitaram com as diversas iniciativas criadas, certamente carregarão para sempre não um fantasma, mas a própria infância marcada por eventos, atividades e entretenimentos. Abraços. Aderbal Moura, Rio

Mário, quando li sua coluna hoje, pensei que estava sonhando. Nunca vi coisa igual! Isso mostra que quando as pessoas têm boa vontade, tudo é possível. Parabéns, você e seus colaboradores; realmente fizeram diferença! Um abraço, Patrícia Golombek, São Paulo

ADOREI… também senti muita saudade enquanto lia. Aurea, Rio

Autor

Mario de Almeida

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