Quando, em 1991, da publicação do meu primeiro livro, Antonio’s, caleidoscópio de um bar, eu estava para completar 60 anos de idade.
Já havia, então escrito uma peça, O Despacho, cujas apresentações no Equipe e em sindicatos gaúchos fazem parte da história do teatro do Rio Grande do Sul e inseriram seu autor no Dicionário do Teatro Brasileiro. A última cópia – mimeografada – de O Despacho foi esquecida num táxi e a peça virou lenda.
Ano passado lancei o Almanaque do Camaleão – um misto de aforismas, memórias, crônicas, microcontos, contos, uma novela e algumas charges do Borjalo – livro que foi precedido por uma parceria com Rafael Guimaraens em Trem de Volta – Teatro de Equipe e por uma participação autoral no livro Sessenta e quatro Para não esquecer.
Em História do Comércio no Brasil – Iluminando a Memória e outro livro de luxo sobre os 60 anos da Confederação Nacional, fui autor único, inda que coadjuvado por uma equipe em cada.
Publiquei 3 revistas de luxo, verdadeiros livros de perpetuação da memória dos primeiros 10, 20 e 25 anos do Novo Leblon, megacondomínio onde moro há 32 anos e outra sobre o 15 anos da Associação Comercial da Barra da Tijuca, bairro carioca. Nessa, trabalhei com 10 estagiários de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida.
Escrevi dois textos não publicados, um a pedido da Feira do Livro de Porto Alegre quando dos 35 anos da decretação do Ato Institucional número 5 (2003) e do qual foi feita uma leitura pública com integrantes do antigo Teatro de Equipe no Centro Cultural Érico Veríssimo e outro, a pedido do amigo e ator Rogério Fróes, um espetáculo sobre Mário Quintana, ainda inédito.
No texto de apresentação do meu último livro escrevi: “Em meio ao trabalho, depois de muitos palpites e consultas familiares, ele foi batizado como Almanaque do Camaleão, título justificado pela diversidade de gêneros da escrita e também pelas muitas atividades da minha jornada profissional.
Eu não contava que muito mais do que o trabalho de seleção, esperava-me o imenso desgosto de exclusão de material pronto para editar. O título poderia ser Micro Almanaque do Camaleão.”
Estou, pois, trabalhando no próximo livro e “aproveito o ensejo” para inserir nestas “pobres palavras” um “reclame” do meu Almanaque, dando conhecimento, para quem ainda não conhece, do mais famoso anúncio da propaganda brasileira que, durante décadas foi veiculado em todos os bondes do Brasil inteiro:
Veja, ilustre passageiro,
o belo tipo faceiro
que o senhor tem a seu lado.
E, no entanto, acredite,
quase morreu de bronquite.
Salvou-o o Rhum Creosotado!
Luiz Augusto Cama é um publicitário gaúcho radicado em São Paulo que participa de uma “patota” de jornalistas e publicitários que trocam e-mails. Ele me enviou cópia de um e-mail que passou para a “patota” cuja reprodução aqui, devidamente autorizada, justifica minha condição de publicitário:
“Patoteiros:
Fui leitor de primeira hora do “Almanaque” – comprei pelo correio diretamente do Excelso Autor – e recomendo para os que viveram os nossos bons tempos e personagens em POA e apreciam a melhor crônica.
Como se fosse necessário recomendar o Mario!
Aproveito para sugerir uma leitura de obra mais antiga dele à venda nas boas casas do ramo, pelo menos de Porto Alegre – o livro sobre o Teatro de Equipe. Obrigatória para a nossa geração e as que se seguiram.
Abração,
Guto”.
Senhoras e senhores, aguardem, em breve, O Baú do Camaleão.
Inté.
Vitrine (Comentários sobre a coluna dos pecados capitais)
Mario, acabo de ler a coluna dos pecados capitais e fiquei um pouco temerosa de virar preguiçosa – acabo de gozar um mês de férias e três de licença prêmio rumo à aposentadoria. Beijos, Cristina, professora de Filosofia, Porto Alegre.
Mário Querido: Um dos comentários mais geniais ! Seria interessante que alguns dos (raros) religiosos dotados de inteligência e senso crítico tivessem acesso e pudessem também se manifestar. Abração do cunhado, Francisco Cunha, agrônomo, escritor e professor, Florianópolis.
Adorei tio. Também peco em vários destes vícios ou “pecados capitais”.
beijos, Márcia Varaschin, Florianópolis.
Mário, não sei onde li ou ouvi, que tudo que é bom ou é pecado, ou engorda…. Roberto Castro, comerciante, Rio.
Olá Mario, muito gostosa esta tua apreciação sobre os pecados mortais. Bastante verdadeira e desperta novamente a polêmica sobre a inveja boa ou inveja má. Dizem que inveja boa é esta que você e eu também sentimos quando o cara diz que veio ou vai para a Europa. Eu logo providencio para que ele fique com inveja de mim, programando outra viagem. Eu como trabalho no meio de judeus, me diverti muito na semana passada, um deles me contou porque o algarismo sete é cortado ao meio. “Quando Moisés desceu do Sinai com a tábua dos 10 mandamentos e os leu para o povo, todos gritaram: CORTA O SETE referindo-se ao pecado de cobiçar a mulher do próximo. Um abraço, Eduardo Coelho, empresário imobiliário, São Paulo.

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