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Quebra-galho

O gasogênio, conhecimento antigo, virou quebra-galho Estou muito ocupado. Hoje à noite, no Rio, autografo Almanaque do Camaleão e, em seguida, Amir Haddad, Paulo …

O gasogênio, conhecimento antigo, virou quebra-galho

Estou muito ocupado.

Hoje à noite, no Rio, autografo Almanaque do Camaleão e, em seguida, Amir Haddad, Paulo José, Rogério Fróes e eu mesmo promovemos um talk show na Casa de Cultura Lauro Alvim.

Sento no computador e, com a cabeça já lotada, penso, repenso e lembro do Mario Quintana: “mas que vos dar de novo e de imprevisto?”

Como ando mexendo com memórias quase contemporâneas de Matusalém, lembrei-me de algo meu antigo, mas que é inédito em Coletiva.net. e que serve agora como imprevisto.

Quando, em 1995, a Confederação Nacional do Comércio iria completar 50 anos, pediu a alguns profissionais da escrita que apresentassem um projeto para um livro comemorativo da data.

Apresentei o meu que, vencedor, culminou em um livro de luxo em formato grande, com mais de 200 páginas em papel couché: História do Comércio no Brasil – Iluminando a Memória.

O livro, com uma tiragem de 3 mil exemplares distribuídos como brinde, nunca foi comercializado pela Confederação Nacional do Comércio e só é encontrado em alguns sebos.

Entre os muitos capítulos do livro, selecionei e vou publicar aqui dois trechos extraídos da história dos transportes no Brasil.

Indústria Automobilística

Com a guerra, a indústria do mundo voltou-se para a fabricação de material bélico e foi interrompida a fabricação de veículos em geral.

O Brasil, além de não poder comprar carros que deixaram de ser fabricados, enfrentou uma crise muito séria de combustível.                                                                                                                                                                      Aquela mesma criatividade que, em 1976, iria tirar da proveta o carro a álcool salvou os motoristas da parada obrigatória e parte da frota brasileira passou a ser movida a gasogênio, um gás obtido através da queima de carvão. O design do carro, já adaptado com o dispositivo em sua traseira, dava uma estranha ideia de “carro com mochila”.

Homem na lua

As três grandes revoluções do século 20 deram-se as mãos para a montagem do mais importante show já visto pela humanidade: a chegada do homem à Lua. A última palavra em transportes – a nave espacial – dirigida por uma tecnologia acelerada pela informática permitiu, em 20 de julho de 1969, que um terrestre, pisando no solo de outro corpo celeste, fosse visto pela TV.

Quando os telespectadores do mundo inteiro assistiram a Neil Armstrong saindo da Apolo 11, estava consumado o ato-síntese de todo o novo conhecimento do mundo. Estava determinado o início de uma Nova Idade que, por muito nova, ainda não foi levada à pia batismal.

Creio que quebrei o meu galho…

Inté.

Autor

Mario de Almeida

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