Por determinação da Uefa, está entrando em vigor um conjunto de medidas para os clubes de futebol europeus chamado Financial Fair Play. O objetivo é sanear as finanças dos clubes, criando obstáculos para que aumentem seu endividamento.
Na prática, é um sistema de controle de finanças que procura impedir os clubes de terem despesas superiores às receitas nas últimas três temporadas. O FFP entra em vigor em 2013/14, mas os clubes já estão sendo acompanhados de perto por fiscais da Uefa.
Cada vez que um clube apresentar perdas superiores a 5 milhões de euros, ele passa a ficar sob avaliação da Uefa. O clube deve apresentar relatórios trimestrais e planos para solucionar o problema. Caso não haja solução ou a solução encontrada não seja satisfatória, é aberto um processo disciplinar pela Uefa.
Por fim, as sanções. Havendo punição, o clube pode ter suspensa sua atividade desportiva, ser excluído da competição, perder pontos nas competições europeias ou ter proibida a inscrição de jogadores. Na realidade, a Uefa está forçando os clubes a adotarem uma gestão mais eficiente, responsável e transparente.
No Brasil, a gestão dos clubes começou com um processo de modernização impelida pelos patrocinadores e veículos de comunicação. Como estes buscam tanto a excelência quanto a maximização do recurso investido, passaram a exigir qualificação, transparência e responsabilidade por parte dos clubes.
Entendo que seria muito importante e necessária medida semelhante à da Uefa no Brasil, possivelmente capitaneada pela CBF ou mesmo Ministério dos Esportes. Passamos a usar mesmo o cinto de segurança quando doeu no bolso. Reduzimos a velocidade nas cidades e estradas quando as multas pesaram e os pontos na carteira, idem.
Este seria um mecanismo compulsório de transparência e de gestão. Esta iniciativa só teria efeito real se não houvesse “jeitinho” ou jogos de poder. Se os clubes fossem avaliados por uma auditoria independente e consagrada. Desta forma, daríamos um grande salto gerencial, financeiro e mercadológico.
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