A bola da vez no mundo dos negócios, nesta década no Brasil, é o marketing esportivo. Imediatamente após o término da Copa do Mundo da África, olhos, ouvidos, corações e mentes se voltaram para o Brasil. Teremos a Copa das Confederações, em 2013, a Copa do Mundo, em 2014, os Jogos Olímpicos, em 2016. Assim, o Vieira (para quem ainda não o conhece, é o diretor de redação do www.coletiva.net) topou minha sugestão/provocação e, a partir de hoje, por todas as terças-feiras seguintes, até 2014, trataremos do assunto. De uma forma leve, porém precisa e bem informada. Acessível, mas com dados relevantes. Não especulativa, mas, sim, técnica. Mãos à obra.
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Itaú/Unibanco: há poucos dias, foi veiculada notícia de que o Itaú, em função de seu patrocínio para a Seleção Brasileira (e, certamente, também por ser um dos patrocinadores do Campeonato Brasileiro, na transmissão da TV Globo), divulgou que ampliará um núcleo especializado em marketing esportivo, para fazer frente aos desafios da década do marketing esportivo no Brasil. Certamente como ele, várias outras empresas farão o mesmo. Pela primeira vez desde que comecei a trabalhar na área (já se vão mais de 15 anos), estou amplamente otimista com as perspectivas de evolução no marketing esportivo no Brasil, ampliação significativa da contratação de profissionais desta área, investimento de anunciantes, mobilização de agências de propaganda e marketing esportivo, etc.
Houve um movimento semelhante no final da década de 1990, início dos anos 2000. Muitas empresas, grande parte vindas do exterior, se estabeleceram no Brasil. Aqueles como eu, que não cozinham na primeira fervura, devem lembrar de nomes como Hicks, Muse (que foi parceira do Corínthians), ISL (era a agência de marketing esportivo da FIFA, posteriormente firmando contratos com Flamengo e Grêmio), Octagon-Koch Tavares, entre outras. Apesar dos vários movimentos e do barulho todo que se fez, terminaram deixando o país, fechando suas portas ou ambas as coisas. E, infelizmente, deixaram também um residual ruim, associando a ideia de que o marketing esportivo não daria certo no Brasil, que no Brasil é diferente (eu adoro esta frase, pois é claro que em todos os lugares do mundo as coisas são “diferentes”, embora naturalmente se pareçam também).
O fato é que, mesmo não tendo sucesso, o desembarque dessas empresas no Brasil significou um movimento que mostrou ao mundo o importante potencial do mercado de marketing esportivo no Brasil. Que podemos ser a pátria do futebol, mas que também poderemos ser a do marketing esportivo.
Mais recentemente, o movimento do Santos, de bancar a permanência de Neymar (existem outros clubes que fizeram o mesmo com alguns de seus jogadores), mostrou de forma definitiva ao mundo que podemos, sim, começar a pensar em manter nossos craques aqui. Porque há interesse de patrocinadores no nosso futebol. E, prioritariamente, porque o marketing esportivo no Brasil está amadurecendo. Está ali na frente, num futuro não muito distante, o sonho que eu e outros um pouco mais antigos profissionais dessa área sempre esperaram: o momento em que o mercado é quem vai indicar as direções corretas aos clubes.
A década de oportunidades em marketing esportivo no Brasil está apenas começando. O mercado para profissionais da área, anunciantes, agências, está fortemente aquecido neste segmento e daqui pra frente, vai ser só bola dentro. Ou bola murcha, como diz a Globo. Vai depender de quem se preparar e trabalhar com competência.
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Procurarei sempre trazer uma dica de leitura, site, vídeo, toda semana. É uma maneira de ilustrar um pouco do que ocorre no mundo do marketing esportivo. A dica de hoje é a de uma matéria do Ministério do Turismo, que pode ser lida clicando aqui, que trata do perfil dos turistas que acorreram à África do Sul, durante a Copa do Mundo, e que têm bom poder aquisitivo, predominantemente homens, entre outras informações muito interessantes. Vale a pena a leitura.

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