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Saindo de uma, entrando na outra

O final da participação da seleção do Brasil na Copa da África esfriou pouco os ânimos daqueles que se envolvem com futebol, marketing esportivo, …

O final da participação da seleção do Brasil na Copa da África esfriou pouco os ânimos daqueles que se envolvem com futebol, marketing esportivo, comunicação. Foi só sairmos de uma Copa para começarmos uma grande mobilização para a Copa de 2014. Várias empresas começaram a fazer mídia da Copa que ocorrerá no Brasil.

Este é um fenômeno que, para pessoas como eu, que trabalham em marketing esportivo há uns 12 anos, nunca aconteceu. Os jogos Pan-Americanos que ocorreram em 2007, no Rio de Janeiro, não geraram tamanha mobilização. Isto sem querer comparar o tamanho das duas competições. Uma Copa do Mundo é indiscutivelmente um evento bem maior do que os Jogos Pan-Americanos.

Na outra Copa do Mundo de futebol que ocorreu no Brasil, em 1950, eu não era nem nascido. Além disto, há uma diferença gigantesca entre a importância do marketing esportivo e dos veículos de comunicação (da indústria do futebol, como um todo) nos dias de hoje e em 1950. Afirmo que em 1950 não havia sequer um embrião de marketing esportivo. Mas agora a coisa mudou.

Em uma conversa há alguns meses com o prefeito José Fortunati (então Secretário Municipal da Copa 2014), ele externou a enorme preocupação com a transmissão dos jogos e das informações que a imprensa precisa enviar aos seus veículos de origem. Atualmente, é impensável que em qualquer uma das partidas de uma Copa haja interrupção de sinal. O evento está sendo visto no mundo todo e, além disto, há alguns bilhões de dólares investidos em patrocínios e ações de patrocinadores. Assim, não são exigidas pela FIFA uma nem duas nem três linhas de segurança (para o caso de uma das linhas apresentar problema): são 5 linhas que a Fifa exige que as cidades-sede deixem à disposição da organização do evento. Será necessária praticamente uma guerra nuclear para derrubar 5 linhas em sequência.

O outro grande desafio, talvez até maior do que o das linhas de transmissão, é o dos aeroportos. É mais do que sabido que vivemos uma realidade no Brasil de aeroportos ou muito mal equipados ou sem estrutura adequada para atender à demanda existente. O que dirá a de uma Copa do Mundo em nosso país, quando recebemos várias centenas de milhares de turistas e profissionais ligados ao evento.

Temos à frente um desafio muito grande, mas igualmente uma oportunidade fantástica: as melhorias que serão geradas em função da Copa do Mundo permanecerão (como as que serão feitas em infraestrutura, por exemplo). Além disto, para pegarmos um número da Copa da África, houve uma movimentação de quase R$ 10 bilhões durante o evento, o que não é um número nada desprezível. A pressa (sim, já estamos atrasados) não pode ser igual à irresponsabilidade nem à falcatrua (infelizmente, tão comuns nos processos brasileiros). Vamos ter que ser ágeis, eficientes e sérios. Bola no centro, vamos lá.

Autor

Flavio Paiva

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