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Quem com ferro fere…

Inda que de férias, em face a grosserias, coçaram-me os dedos e semana passada engrossei.Quem tem o poder da escrita, tem também o dever …

Inda que de férias, em face a grosserias, coçaram-me os dedos e semana passada engrossei.

Quem tem o poder da escrita, tem também o dever de opinar.

Na madrugada de 2 de abril de 1964, quando consumado o golpe, eu coloquei na minha coluna, na Última Hora gaúcha – “Sem Censura” –, a Carta Testamento de Vargas ao suicidar-se e a fotografia do mesmo. Ao fugir, inda vi caminhonetes do exército caçando exemplares do jornal nas bancas.

Parábola

– Que houve?

– Dei uma porrada na cara dele.

– Sem motivo?

– Ele disse que quem é macho fala na cara.

– ?

– Como ele é agressivo, falei e acrescentei a porrada.

Fashion

O ex técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, nos jogos da África do Sul, a qual dirigia, apresentou-se com adequado traje esportivo.

Quando vi o traje do nosso técnico no jogo com a Coréia do Sul fiquei pensando se ele é bicha ou apenas tem os seus momentos.

VITRINE

Tio Mario, adorei a história e o adesivo, sobrou um? Brincadeira de uma memorialista louca. Silvia, arquiteta, São Paulo.

Mestre Mário. Como sabe, sou um professor-publicitário, ou um publicitário-professor – ou alguma coisa parecida. Esta sua crônica, se assim o permitir, será um case a ser explorado em aula, na tentativa de beliscar essa geração virtual. A moçada acha que basta dominar a web e suas ferramentas para se dar bem, e aí ficam bitolados. Sua saborosa história mostra que grandes ideias – e que trazem resultados – combinam informação, network e criatividade. Abração! Carlos Eduardo, Florianópolis.

Amigo Mário, esse texto me leva de volta ao Rio de Janeiro, recém-chegada de São Paulo. O cartaz de divulgação nos postos Shell tinha um menino lindo olhando através da janela do carro, com o respectivo adesivo. Esse lindo menino era Sergio Magaldi, meu irmão. Fez sucesso no país todo. Para matar saudades, aí vai uma foto recente do Sergio, conversando comigo. O tempo passa… Beijos, Monica, Bebedouro, SP.

Grande sacada para a agência e para o Brasil. O lateral-esquerdo Marco Antônio amarelou em 1970 e Everaldo, do Grêmio, assumiu a titularidade na lateral-esquerda (não estou competindo com tua memória que é demais, mas …). Abração, Eloí Flores, Diretor Campus Guaíba, Guaíba, RS.

Mário, desta vez segue um pretensioso testamento/testemunho. Foi uma (boa) covardia o que vocês publicitários fizeram com o povo em 1970. Venderam ‘o case’ ao país de tal forma que nunca vi causa e efeito tão fascinante. Eu tive um professor de faculdade que começou seu discurso de formatura assim: ‘O melhor pagamento que eu já recebi, não foi o meu salário de docente, mas sim esta homenagem, ao ser escolhido paraninfo…’ Da mesma forma, garanto que quem nos ‘vendeu’ o tricampeonato, viu seu sucesso coroado no comportamento de todo país. Em 1970, tanto quanto a ‘seleça’, vocês fizeram de nós um Brasil só. Quem não se lembra de: ‘Noventa milhões em ação, Pra frente, Brasil, Do meu coração. Todos juntos vamos, Pra frente Brasil, Salve a Seleção’…. Não éramos brancos nem negros; militares nem civis, nem pré nem pós-túnel. Fomos, sim, a mais pura manifestação coletiva de alegria. Como carioca e suburbano de universo pequeno, não deu para esquecer: de Madureira até o Centro do RJ; imensas carreatas, fogos de artifício, lágrimas de alegria, abraços e gritos de júbilo. Gente que nunca se viu, não se falou e eventualmente até se odiou, irmanada por uma grande conquista, muito bem ‘vendida’ à população por brilhantes ‘Mários de Almeidas’. Uma lembrancinha: durante meu retorno para casa, depois da passagem dos canarinhos sobre o carro do Corpo de bombeiros, uma senhora embarcou no 261 – Praça XV/Valqueire, chorando agarrada a um trapinho branco e gritando: é o lenço do Tostão!!!…É o lenço de Tostão!!!.., ele me deu… ele me deu!!!!…Então, todos quiseram, respeitosamente, tocá-lo. Infelizmente, a sociedade se transformou muito. Se fosse hoje, haveria luta, roubo e leilão no e-bay posteriormente.

Bração…

Roberto de Jesus Castro

Autor

Mario de Almeida

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