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Redução de imposto para a cultura

Recentemente, recebi um folheto da Aclame (Associação da Classe Média) que falava sobre o peso dos impostos nos mais variados itens de consumo no …

Recentemente, recebi um folheto da Aclame (Associação da Classe Média) que falava sobre o peso dos impostos nos mais variados itens de consumo no nosso dia a dia. E, claro, é impressionante.

Pois o governo lançou algumas iniciativas de IPI Zero, no sentido de estimular o consumo pós-crise de 2008: para os automóveis e para a linha branca (geladeiras, fogões, etc). Muito importante e muito bom, para as indústrias, para os consumidores e para a sociedade. Mas a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte.

Por que, então, não temos redução de impostos para a cultura? Redução de impostos nos cinemas? Redução de impostos nas peças de teatros?

A vida anda muito dura. A violência pegando, a gente se sentindo acuado. Sim, precisa de policiamento. Mas não é solução, a gente sabe disso. O que realmente precisamos são medidas profundas. Violência se combate com educação, em casa, na escola. Se combate com solidariedade e menos individualismo. Se combate com presença do Estado. Enfim, com uma série de medidas que devem ser coordenadas e feitas de modo planejado, pensando em um médio prazo.

Mas uma coisa que funciona muito bem é cultura. A cultura oferecida a todos, desde os mais aos menos endinheirados. A cultura tem que chegar mais até às pessoas. E quando falo isso, não estou falando das iniciativas do Estado em levar peças, shows, saraus. Elas até existem, mas devem ser em bem maior número do que são agora, sem dúvida. Mas acontecem, bem ou mal. Estou falando, na verdade, de redução de impostos para a cultura, de forma que sejam mais acessíveis os shows, as peças de teatro, os cinemas, enfim, tudo que for cultura. Que seja mais acessível consumir cultura. Porque um povo com mais cultura e educação é um povo mais capaz. A educação nos fornece os instrumentos necessários para enfrentar os desafios da vida. E a cultura alimenta o nosso espírito. Juntos, educação e cultura formam uma dupla imbatível.

Claro, de nada adianta diminuir os impostos da cultura se o povo seguir vivendo de forma miserável. Mas a cultura e a educação fortes são os primeiros e mais importantes passos na direção da mudança de nosso país, de forma definitiva.

Assim, empunho desde já a bandeira da redução de impostos para a cultura no Brasil. Que a gente possa ler, rir, se entristecer e, principalmente, pensar através de um consumo de cultura maior e mais abrangente.

Autor

Flavio Paiva

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