“Onde quer que haja uma torre de igreja,
uma sacristia, um seminário, não será improvável
haver o hálito de coisa apodrecida da tesão criminosa.”
A igreja Católica, quando no poder, perseguiu, torturou e matou na fogueira milhares de pessoas. Qualquer um que fizesse um chá de losna suspeito podia ser acusado de heresia e ser queimado vivo, mas, com especial predileção, as mulheres. O Museu Itinerante da Tortura na História possui centenas de objetos metálicos, em forma de pinças e bizarros alicates, utilizados pelos inquisidores para torcer e esmagar o clitóris e o bico dos seios das mulheres, além de uma profusão de “alargadores” para invadir a vagina, alargá-la e depois introduzir ratos vivos e serpentes dentro das vítimas amarradas em uma mesa. Em requintes de crueldade e perversão, as autoridades católicas ficavam muito próximas aos carrascos nazistas.
É notável o quanto as práticas das torturas religiosas, invariavelmente, continham uma subjacente e histérica lubricidade, quando não explícitas motivações sexuais. Historicamente, padres são homens que carregam um coquetel explosivo em que se combinam tesão, medo e culpa, tesão e ódio pela figura feminina, sendo que, para muitos, a vagina sempre foi o labirinto obscuro de atração e repulsa, em idênticas proporções. Haja chicote.
Portanto, a considerarem-se tais premissas, não espanta a antiga, irresistível e enferma opção pela pedofilia. O que espanta é a benevolência e a candura com que Joseph Ratzinger, este papa de olhar galvanizado de indiferença, trata este assunto pantanoso. Segundo o The New York Times, este senhor, quando arcebispo de Munique em 1980, foi informado que um padre pedófilo (Padre Peter Hullermann), após iniciar tratamento psiquiátrico por conta da compulsão em fazer sexo com crianças, retomou as atividades pastorais e continuou molestando os meninos. O futuro Bento XVI (com seu passado na juventude hitlerista) não ligou a mínima.
Veja o que declarou um alto dirigente do Vaticano, após as barbaridades que os padres sacanas fizeram com dezenas de meninos surdos: “É evidente que a sensibilidade aumentou com o tempo. O fenômeno tem, hoje, uma dimensão pública, uma importância que não existia antes”, declarou o Monsenhor, escroto, Gianfranco Girotti.
Só isso, Monsenhor? Não tem mais nada para dizer?
Quer dizer, em sua moralidade funesta, antes não tinha importância. Antes estava liberado? Agora que a mídia está em cima “aumentou a sensibilidade”? Por que o tom protocolar? As palavras pasteurizadas? E quanto ao desespero, à dor e às lágrimas das crianças abusadas? Vosso lamaçal coração não se comove com a inocência e as vidas despedaçadas? Nada a declarar, Monsenhor? E quanto às penalidades? Pedofilia não é fenômeno, Monsenhor escroto, pedofilia é crime hediondo.
Foram e são milhares de crianças estupradas por milhares de padres pedófilos em todos os cantos do mundo. Onde quer que haja uma torre de igreja, uma sacristia, um seminário, não será improvável haver o hálito de coisa apodrecida da tesão criminosa. O eufemista Monsenhor e escroto Gianfranco Girotti chama isso de fenômeno.
São gerações e gerações de padres e bispos dedicados a corromper, seduzir, envolver, coagir e abusar de crianças, num círculo vicioso perverso, profundamente doentio em que, em grande medida, eles também foram abusados.
Do mais verde seminarista a este Papa arrogante, quase todos compartilham de uma hóstia negra, na medida em que muitos deles ou são molestadores, ou protegem quem abusa, o que dá no mesmo, com o agravante que a igreja Católica da atualidade é representada pelo mais reacionário dos Papas. Você tem dúvidas de que o sombrio Joseph Ratzinger protege padres abusadores? Basta observar suas atitudes e seu modus operandi em relação a todos os episódios que vieram à tona. Pouco se tem notícias sobre punições exemplares e muito se sabe sobre as recorrentes omissões e “abafamentos”. Basta observar o sorriso falso e seu olhar glacial para pressentir que este Papa é impiedoso. Este Papa é mau.

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