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Panetone no Carnaval?

Foi trocar pizza por panetone e se……deixa pra lá.  …e o povo sambou alegre.  Dessa vez o presidente viu imagens do Arruda recebendo dinheiro:– …

Foi trocar pizza por panetone e se…

…deixa pra lá.

 …e o povo sambou alegre.

 

Dessa vez o presidente viu imagens do Arruda recebendo dinheiro:

– As imagens não falam.

 

Fora, fora, fora, Arruda, cai fora

 Só sai bandido dessa caixa de Pandora

Arruda: do Palácio para a Cadeia

Pierrô abandonado

Para nós, brasileiros, este é um momento histórico. O momento em que, finalmente, um político importante, forte, no auge do seu prestígio, vai para a cadeia. Senador Pedro Simon – RS

O careca e sua gangue

Vão ter uma bela ceia

Arruda põe na sacola

Prudente esconde na meia

Durval botou a boca no trombone

Arruda cara de pau

diz que era pro Panetone

 

O bloco da Barra da Tijuca

– Vem cá me dá –

mudou a letra do seu samba.

Antes: O Arruda na cadeia, só milagre meu irmão.

Depois: Arruda na cadeia foi milagre do povão. 

Obituário O Globo

“Armando Falcão: até o fim, nada a declarar”

Meu kit “O ódio que me faz bem” festejou alegre essa alegria que aconteceu: calou-se para sempre o ministro da Justiça (?) do ditador Geisel, que foi a vanguarda do atraso, do moralismo imbecil e de uma Censura tão arbitrária quanto ignorante. Em 2003, no 35º aniversário do AI-5, ato institucional que oficializou o Brasil como um Estado Assassino, a pedido da Feira do Livro de Porto Alegre escrevi “Ato contra atos” e promovemos, na Casa de Cultura Erico Verissimo, com seis ex-companheiras e companheiros de teatro, uma leitura pública com pouco mais de 60 minutos. Sobre esse ministro e sua Censura, escrevi um pseudo diálogo telefônico:

Atriz 1 – E, querida, nem adianta rogar praga nesse pessoal…

Atriz 2 – Mas por quê?

Atriz 1- O câncer não aceita.

Enquanto nos porões da ditadura torturava-se e matava-se, o ministro declarava: nada a declarar. Quando declarava, arrotava: “Adotei o critério de prestigiar-se sempre a linha de ação do órgão censor de diversões e costumes”.

Felizmente, o Falcão calou-se e eu festejo junto com os corvos:

Never more, nunca mais, never more.

Hoje, segunda, 22, é o quinto dia da Quaresma, que começou na quarta, 17. Seria o sexto, mas, nesse período, os domingos não são contados. No 47º dia, Domingo de Páscoa, acabam esses “40” dias que tanto atrapalham as enciclopédias e os dicionários.

Inté.

Leitores na vitrine

(Sobre a crônica Seria mesmo uma moeda?)

Jovem Mário,viva!

Por um desses azares da sorte virei o século na Macedônia.

Desde Tessalônica fui levado até ao sitio arqueológico de Philippi.

Desembrulhavam uma cidade romana.

Esse “design” (sanitário M.A.) estava lá (Particularidade: a água corria sob o banco , sem respingos (!).

Por vezes incluo – seriamente, o vaso sanitário com sifão entre as melhores invenções. Tem menos de cem anos e não mudou em nada o seu “design”.

Não a propósito:  Em Phillipi deparei-me com esculturas isoladas e frisos em relevo focando o ‘ caralho voador ‘ . Literalmente o próprio sorridente com asas curtas no seu tronco ( ou pescoço).

Alegria e obrigado por me trazer estas memórias que não compartilho. Não acreditam…

Moisés Andrade  – Olinda/Recife

Mário – continuo te amando, desde que me prometeste uma peça sobre a batatinha… Abu, amigo eterno e leal. Você continua maravilhoso.

Antonio Abujamra – São Paulo

Mario, essa da moeda me fez lembrar uma tirinha (bem menos brilhante que tua crônica, diga-se de passagem) do Charles Schulz e suas criaturas, Charlie Brown & Cia. A tradução, se não me engano, é do Luiz Lobo:

Dois personagens observam, de longe, uma borboleta amarela pousada no gramado e logo começam e elucubrar: Ela veio da América do Sul! Voou meses para chegar até aqui! Se aproximam e veem que a “borboleta” é uma batata frita tipo chips… Mas a elucubração dos meninos continua: Como a batata frita veio da América do Sul até aqui?

Abração,Gustavo.

Bom dia, querido Mário, gosto muito de ler seus textos, apesar de não me manifestar. Esse especialmente está delicioso e me leva a pensar que, quando menina, através de Monteiro Lobato, apaixonei-me pela Grécia e sonhei conhecê-la. Ainda não consegui… Beijos carinhosos,

Monica – Bebedouro, SP

Grande Mário,

Adorei, como sempre, sua crônica. Acho notável sua narrativa, com essa capacidade de associação de ideias e fatos, no caso, de origem histórica, tão bem encadeados, precisos, oportunos. O leitor é levado, hipnoticamente, a percorrer suas linhas e, quando chega ao fim, como que acordasse, fica surpreso por ter lido tanto sem ter percebido, encantado com o desfiles das imagens que você  resgatou e introduziu na sua impecável narrativa, conduzida com a mestria do grande cronista que você é e sempre foi. Magnífico. Ave Mario.                                                        

Ave, ave. J. Antônio – Rio

Prezado Mário, se para quem sabe ler pingo é letra, para quem sabe escrever letra é a palavra e o motivo. Aderbal Moura – Rio

Autor

Mario de Almeida

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