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Um cabotino sai do armário

Jogos Olímpicos 2016 e Maracanã foram dois assuntos da minha crônica anterior. Uma pergunta, também. Recebi e-mails, alguns deles com elogios exagerados, e resolvi …

Jogos Olímpicos 2016 e Maracanã foram dois assuntos da minha crônica anterior. Uma pergunta, também.

Recebi e-mails, alguns deles com elogios exagerados, e resolvi colocar tudo aqui.

Por extrema necessidade, eu, um ex-ator e um publicitário há muito no chuveiro, resolvi apelar e usar os elogios como promoção pessoal. Hoje estou aqui representando um descarado cabotino. Quero palmas, muitas palmas!

Explico: autor de teatro, diversos livros no mercado, um monte de revistas de luxo por mim criadas e lançadas, criador de alguns veículos e de um do qual sou o diretor-editor (AciBarra em revista), vivo situação inédita: dois livros prontos e nenhum editor.

Comecemos a encenação de forma informativa pelo e-mail do mui antigo e querido amigo titular da Léo Cristiano Editorial, sobre a construção do Maracanã, do qual Léo, patrimônio cultural da Vila Isabel, é meio vizinho:

O general Mendes de Morais era vereador, como Carlos Lacerda. Este queria o estádio na Barra da Tijuca ou outro lugar bem longe do miolo da cidade. O local era sede de um regimento de cavalaria do Exército, superarborizado, lindo, ao lado da Quinta da Boa Vista. A briga entre os dois foi acirrada. Apesar da fama de bom tribuno, Carlos Lacerda perdeu a batalha para o general no verbo.

– Este local deve abrigar um grande hospital, dizia o corvo.

– Com um grande centro esportivo e de ginástica, não haverá clientela para hospital, respondeu o vereador-general, que acabou derrotando o udenista no verbo e no voto, e o Maraca foi erguido em ritmo de JK. E com matéria-prima da Pedreira de Vila Isabel.

Viva Mário de Almeida!

Sobre os Jogos, a psicóloga, poeta e tradutora Vera Verissimo, de Porto Alegre, entre outros assuntos, mandou:

– Hoje ia te dizer que a última crônica foi bingo! Há muito com que se rejubilar quanto aos Jogos Olímpicos, e muito a lamentar. Não há unanimidade no novo ufanismo nacional.

De São Paulo, o engenheiro José Carlos Pellegrino, amigo há mais de 60 anos (!), alegrou o escriba:

– Esta sua crônica acertou na mosca. É, verdadeiramente, irretocável.

Do engenheiro agrônomo, professor e escritor Francisco Cunha:

– Mais uma das tantas crônicas notáveis a serem preservadas em nossos arquivos e, se possível, em nossas memórias.

Pena que a massa ignóbil de eleitores – “as ovelhas socializadas, pobres coitados a serviço das aves de rapina”, segundo um dos inúmeros insights do genial filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) – não tenha acesso a informações e opiniões de tal nível!

Um grande e afetuoso abraço.

Do seu filho, Carlos Eduardo Cunha, professor de Marketing na Universidade do Estado de Santa Catarina, chegou este exagero:

– Grande Mario, degusto sua coluna – algumas várias vezes –, mas confesso a dificuldade que tenho tido de comentá-la, ainda que brevemente, como é o caso agora. Pode até achar que é exagero, mas a forma sarcástica (considero o sarcasmo bem aplicado, um talento que poucos têm) e bem-humorada como coloca tudo, beira a genialidade. Sendo eu mediano, vem daí minha relutância. Lê-lo é como passear num Hermitage literário. Abração do orgulhoso sobrinho por afinidade!

Do jovem publicitário Manoel Augusto Graça – Guto –, o poeta de quem tive a honra de escrever a orelha de seu primeiro livro, veio um e-mail que abriu um diálogo:

– Mario, querido, existe um problema hoje: qualquer crítica que se faz ao Lula, você recebe o rótulo de tucano. Mas, além da sorte – em especial pelo momento do País e do Planeta –, Lula tem um ponto que o favorece, o estilo de liderança caricata, onde sua origem desperta interesse midiático como personagem. Mario, verdade seja dita, o Lula soube usar o “marketing do coitadinho” muito bem e ganhamos os Jogos Olímpicos. Como alguém que entrou na Universidade pela Lei de Cotas. Mas entrou. Resta saber o futuro profissional.

Guto:

Quem votou no Cristovam Buarque não é tucano. Só queria que alguém tentasse desmentir minhas afirmações quanto ao PT pré-presidencial.

Tomei cuidado para não pisar no discutível. Vou repetir o que escrevi: “sem fazer a defesa de governo nenhum –, quero ressaltar grandes amnésias que o PT tenta esconder da memória nacional.”

Abração, saudoso de um bom papo.

Mario

Assino e concordo com o seu “manifesto”.

Sobre Lula e Serra na primeira eleição vitoriosa de Lula:

Um quebrou patentes de remédios.

Um brigou com a indústria do fumo.

Um garantiu que não seguiria o Malanismo (Pedro Malan) da Era FHC.

O outro chamou o Meirelles para seu BC.

Quem era o “petista” naquela eleição?

Mario, o Brasil votou no candidato mais conservador naquele momento. Abs, GG.

Exceção ao cabotinismo, pois o que escreveu minha querida companheira de Coletiva Maristela Bairros está no comentário, ao pé da própria coluna:

Exemplar! – Mario, como sempre, exemplar. E com este equilíbrio que eu tanto ambiciono e nem em dez encarnações vou conseguir ter. bj.

A pergunta que fiz na coluna anterior foi:

Desafio à memória: Qual o ano em que, em Porto Alegre, o “gol” deixou de ser “golo”? Respostas para maryoalmeyda @ gmail.com

A resposta dada pelo amigo Gustavo Borja Lopes provocou minha vontade de brincar um pouco sobre o assunto em outra crônica. Se você souber (tu souberes) responda também.

Fica aqui a promessa para o próximo

Inté.

Autor

Mario de Almeida

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