Danielle Bibas defende que profissional de Marketing precisa ser humilde

"Não necessariamente o que deu certo no passado vai funcionar no futuro", declarou a VP global de marcas da Avon

Plateia

Ao falar sobre diálogo entre as empresas e consumidores, Danielle Bibas, VP global de Marcas, Comunicação e Conteúdo (CCO) da Avon, disse que, para ela, o profissional de Marketing precisa ter humildade para entender que está tudo em constante evolução. "Não necessariamente o que deu certo no passado vai funcionar no futuro", pontuou. Maria Fernanda Albuquerque, diretora de Marketing da Skol, compartilha da mesma ideia. "Quando a marca sabe seu DNA, fica mais fácil lidar com críticas, mas não significa que está tudo certo", acrescentou.

Segundo Maria Fernanda, o principal, ao receber retorno negativo por parte do público, é tentar ter sangue frio. "Quando criamos a campanha 'Deixe o não em casa', sabíamos da turbulência que iríamos enfrentar, mas acho que, talvez, saímos mais fortes dessa crise. Este foi, quem sabe, o primeiro grande caso", informou, ao revelar que, inicialmente, a agência de comunicação que atende à marca não queria responder às críticas. "Nós, da marca, definimos que não existia essa possibilidade, então respondemos que não tínhamos aquele posicionamento nem a ideia de incentivar o assédio e tiramos do ar", explicou.

Na sequência, o microfone foi passado para o público. O primeiro a fazer um questionamento foi o publicitário Alfredo Fedrizzi, que perguntou sobre como as duas marcas estão se preparando para o novo momento do País, no que se refere à política e ao que ele chamou de conservadorismo. Maria Fernanda discordou do fato de que o Brasil vive uma onda conservadora e enfatizou que a "grande bandeira da Skol é a do respeito e da inclusão". "A verdade é que esse futuro não interfere em nada. Não haverá nenhuma mudança de estratégia frente a isso. Nosso planejamento se mantém para o ano que vem", frisou.

Danielle, por sua vez, concordou com o publicitário e lembrou que essa onda não atinge somente o Brasil, e sim, o mundo inteiro. "Falamos sobre isso, que é assunto divisor. Acho que as marcas deveriam sempre tentar não se politizar, porque isso é muito perigoso", pontuou.

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