Por Laura Linn
Alguns pontos polêmicos serão discutidos na proposta da Lei Geral da Copa, cuja votação foi adiada mais uma vez. Entre eles: A liberação do álcool durante as partidas, feriados nacionais durante os jogos e preço dos ingressos. Já foi definido, por exemplo, que os jogadores da Seleção Brasileira que venceram a Copa de 58, 62 e 70 receberão um prêmio no valor de R$ 100 mil em dinheiro.
Um dos pontos mais críticos a serem debatidos é a verba disponível. O Brasil possui verba para suprir todas as necessidades de uma Copa? Além da reforma e construção de diversos estágios, a despesa que já foi feita para proporcionar uma inicial infraestrutura nos Estados é assustadora. Inicial, pois muito ainda precisa ser feito.
Há os pontos a favor, sim. O evento trará alguns benefícios ao País como a geração de empregos, atração de capital e de investimentos. Porém, milhares de perguntas ainda precisam ser respondidas. A solução não é dividir a população entre os que são a favor e os que não são, nem apenas analisar os prós e contras. Esse “investimento” tem um custo muito alto e poderia ser direcionado a outros setores emergentes como o incentivo à educação.
Mas já que estamos na reta final que define mesmo que o Brasil realmente será a sede da próxima Copa, tem-se como obrigatoriedade tomar as atitudes que são devidamente necessárias e direcioná-las para um avanço organizado do evento. Infelizmente, a situação não está no status de “tudo bem” ou “tudo está sendo encaminhando”. Muitos desafios precisam ser superados e apontamentos devem ser feitos para a melhoria desse processo. As medidas que os governos responsáveis deveriam obter em relação à infraestrutura ainda perduram ao longo dos meses e não esqueçam que 2014 está logo ali. Fora isso, algumas definições sobre a abertura da Copa e cidades-sede da Copa das Confederações ainda não estão bem claras pela Fifa.
Não é só a questão da estrutura, mas também moral. De onde sairá a maior parte do dinheiro gasto na Copa do Mundo? Dos brasileiros, pagadores de impostos. Deixa-se apenas uma reflexão e uma opinião em relação a esse tema complexo que, mesmo de desinteresse de alguns, com certeza envolverá e abalará a todos antes, durante e depois de 2014. O time de verde-amarelo até pode entrar em campo e mostrar que sabe jogar, mas e fora dele, estamos jogando com as estratégias corretas?

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