Por Günther Staub O leitor sabe que vivemos, há três meses, num clima de alta turbulência política no Brasil. Habitualmente busco muitas informações na mídia impressa e eletrônica, assim como dados estatísticos para poder interpretar corretamente o que ocorre no mercado.
Nos últimos meses, esse trabalho de pesquisa e interpretação de notícias políticas, econômicas e mercadológicas tem-nos exigido muito mais tempo para podermos saber o que está se passando e entender as influências desse processo nos negócios de cada cliente. No caso particular do Rio Grande do Sul, temos de acrescentar os terríveis prejuízos gerados pela seca.
E a pergunta que empresários, executivos e funcionários me fazem é: “Como tudo isso afeta os negócios da nossa empresa?”, “vou perder meu emprego?”. Sabemos que a situação afeta de forma diferente uma indústria metalúrgica, moveleira ou de plástico, supermercados, farmácias, lojas de móveis, eletrodomésticos, material de construção e empresas de prestação de serviços.
Para responder adequadamente a essas perguntas e sugerir investimentos, ações de propaganda ou promoções, precisamos conhecer, melhor do que nunca, o negócio do cliente e seus mercados. Dessa forma poderemos sugerir caminhos.
O que já sabemos é que a Bolsa de Valores tem oscilado num patamar básico entre 24 e 26 mil pontos, portanto abaixo dos 29,4 de março, e que o índice de cheques sem fundos vem aumentando. Mas existem muitos outros índices que merecem mais atenção e análise.
Nós já vivemos outras crises que foram superadas, e esta também será. Na Fórmula 1, é do consenso de todos os corredores mais ou menos o seguinte: numa curva, se o piloto frear um segundo antes, perde posição; se frear um segundo depois, vai para a caixa de brita ou para a morte. O segredo é a precisão da freada no momento certo, aí segue e pode ganhar a corrida.
Em crises anteriores, os que apostaram no pior ou no melhor cenário correram altos riscos ou perderam muitas oportunidades para otimizar suas empresas. Muitos desapareceram, mas aqueles que interpretaram corretamente o cenário das crises estão aqui entre nós. Tomaram as decisões certas, e como se diz na Fórmula 1, frearam na hora certa e ganharam a corrida.
Neste sentido, o que podemos sugerir é a busca de um alto grau de racionalidade, para contornar as turbulências do momento atual.
*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial