Por Hélio Ademar Schuch
O ministério da Pesca e Aqüicultura não é levado a sério e quem ocupa o cargo de ministro é alvo de críticas/piadas. Mas seria interessante que a imprensa deixasse de se preocupar com o seu lado político e discutisse o que esta pasta pode render produtivamente. Criada em 2003 como Secretaria Especial, tornou-se Ministério em 2009; poderia ser um departamento dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, porém, sua autonomia é compatível com a importância da atividade que compõe seu nome.
Aqüicultura é a ciência e técnica de produção de alimentos aquáticos, de peixes a moluscos. E não é preciso lembrar que eles são nutritivos/saudáveis/saborosos, mas, ao mesmo tempo, pouco consumidos, por cultura, preço, oferta acanhada. E aí deve entrar o ministério e algumas pautas jornalísticas.
Recursos naturais e conhecimento para a produção não faltam no país, a principal carência está em posicioná-la entre as principais da economia agropecuária. A aqüicultura é capaz de gerar emprego e renda e produtos que em qualquer país desenvolvido apresentam alto consumo, e ainda, para completar, positivamente, contribui decisivamente para o meio ambiente, porque é uma atividade que não combina com poluição. Quem quer ganhar dinheiro com aqüicultura precisa ser ecologista “de carteirinha”.
Está certo o governo em ter criado e mantido esta estrutura ministerial. E estão errados os setores da imprensa que a percebem como algo menor ou secundário. O foco da crítica deve ser deslocado do meramente político para o que interessa – o desenvolvimento de um setor produtivo que se encaixa perfeitamente no país.

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