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A vez do marketing democrático, inclusivo e inovador

Por Marcello Ursini Esqueça o departamento de marketing que concentra o conhecimento e as soluções para sua marca e empresa!  Se nem para as …

Por Marcello Ursini

Esqueça o departamento de marketing que concentra o conhecimento e as soluções para sua marca e empresa!  Se nem para as grandes empresas este modelo consegue dar conta dos desafios do Século XXI, o que dirá das pequenas e médias empresas que muitas vezes nem possuem uma equipe dedicada a essa atividade!  Para este novo cenário, o crowdsourcing – termo em inglês que designa a criação coletiva e colaborativa de conhecimento – surge como uma alternativa eficiente, democrática e inclusiva. Graças à internet, hoje é possível reunir uma comunidade virtual de criativos e consultores externos à empresa que podem contribuir com ideias e sugestões para os desafios apresentados pelos clientes.   A relação direta, sem as tradicionais e onerosas estruturas da agências de marketing e publicidade, barateia o processo. Mas custo é apenas um dos lados da moeda das vantagens do crowdsourcing. O outro e talvez mais importante é a possibilidade de “pensar fora da caixa”, de obter propostas e soluções criativas e inovadoras sem os vícios de quem já está anestesiado por conviver sempre com aquela marca.

O conceito do crowdsourcing – e também seu principal valor – é sua altíssima capacidade de gerar inovação.  A premissa é muito simples: departamentos fechados dentro das organizações, sejam elas empresas ou agências, por mais recursos humanos e físicos que possuam, incluindo tempo e orçamento, não conseguem esgotar todas as possibilidades oferecidas pela soma de pessoas que estão do lado de fora por uma simples questão de perspectiva.  Trocando em miúdos, estamos falando do bom e velho “pensar fora da caixa”.

O que é preciso fazer para se beneficiar desse admirável mundo novo?  Basta ter coragem de testar! O crowdsourcing é perfeito para integrar o universo crescente das pequenas e médias empresas do Brasil como também pode ajudar a chacoalhar as velhas convicções já sem serventia, mas ainda em uso, por grandes marcas.  O estímulo a ideias é um processo que exige o desenvolvimento de uma cultura inovadora, a qual fatalmente questiona feudos, verdades e poderes estabelecidos – e que, muitas vezes, estão na raiz dos motivos que impedem uma marca de se comunicar com seu público neste novo século dominado por mídias fora do tradicional esquema broadcast (“eu-falo-você-escuta”).

Assim como a novas mídias, o crowdsourcing permite processos criativos democráticos, acessíveis e inclusivos – de PMEs e de criativos que trabalham fora do epicentro do marketing e da publicidade brasileira. E altamente inovadores!  Trata-se, sem dúvida, de um modelo de trabalho que é, por si só, a cara do nosso século.

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