Por Lucia Porto
Falamos também dos nossos reconhecidos autores, reverenciamos Erico, Quintana, Nejar, Simões Lopes Neto, Reverbel. Ajudamos a dar forma a centros culturais, apresentamos concerto numa charqueada em Bagé, convivemos com Kiri Te Kanawa. Em mais de 10 anos de envolvimento, os projetos da então Copesul, hoje Braskem, fizeram parte do dia a dia na Nave – na verdade, foram um dos motivos para o nascimento dela. Nesta década, aprendemos e erramos juntos, crescemos como empresa, nos posicionamos e passamos a ver o mercado de outra forma.
Viramos gente grande num casamento que deu certo. E por este período proveitoso, prazeroso, educativo, criativo, inventivo, por esta aula de jornalismo cultural e corporativo na prática, quero agradecer a todos que fizeram parte desta história conosco, na figura de alguns: Luiz Fernando Cirne Lima, o homem por trás desta iniciativa, o líder que contaminava a todos com as suas ideias e seu entusiasmo pelas coisas da cultura, das origens, pelas coisas nossas. O homem pra quem saber é mais importante que ter, sempre. O melhor e mais querido chefe ever. Fernando Schuler, o “cabeça” do Fronteiras, sempre à frente de seu tempo, sempre em busca do melhor nome, do mais renomado intelectual, do mais inovador, do mais, do mais. Um homem divertido por trás da postura séria de intelectual. E Pedro Longhi, o cara que não aparece muito, mas que faz a roda girar. Que vai atrás dos patrocinadores ao mesmo tempo que liga pra ver se a luz está no lugar e qual o destaque da matéria; o executivo gente boa que de vez em quando se estressa, mas sempre tem uma piada pronta pra quebrar o clima. O parceiro de tantas risadas, tantas roubadas e muitas alegrias.
Finalizo aqui com o praxe de agradecer aos amigos da imprensa, mas nesse caso a convenção se justifica: vocês sim foram aqueles que, durante este longo período, ajudaram o Fronteiras a ser sim do tamanho que é hoje. E sem o apoio de vocês sim, hoje não estaríamos onde estamos.
Meu muito obrigada a todos por tudo que foi feito neste tempo. Peço que sigam dando ao Fronteiras toda a importância que ele merece – e merece cada vez mais.
Nós da Nave deixamos o campo agora e passamos a bola na marca do pênalti pro próximo. O placar está aberto.

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