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Copa: anunciantes e agências também não sabem muito

Por Márcio Martinelli A edição de aniversário da Revista Playboy – sim, aquela com a Nanda Costa na capa, no miolo, no pôster e… …

Por Márcio Martinelli

A edição de aniversário da Revista Playboy – sim, aquela com a Nanda Costa na capa, no miolo, no pôster e… pelada – traz uma entrevista com Ronaldinho Gaúcho falando, entre outras coisas, sobre as chances de jogar a Copa de 2014. Logo no início da entrevista ele abre o jogo sobre essa possibilidade. “Já tive a felicidade de ser campeão do mundo, mas ser campeão do mundo dentro do Brasil deve ser algo fora do normal, entra para a história. Tudo o que eu fiz dentro da minha carreira foi tentando fazer história. Ser campeão do mundo dentro do Brasil seria fazer algo que ninguém fez, seria fazer história mais um vez”.

Com toda a certeza a Copa de 2014 será o maior evento mundial de cultura popular de todos os tempos. Mas faltando menos de um ano para o início da grande festa, há muitas dúvidas na cabeça do Ronaldinho, na da maioria da população brasileira, e, em particular, na dos profissionais de marketing e dos publicitários ligados ao evento, antes de mais nada,  por razões  profissionais.

Seguindo a sugestão de nossa amiga e jornalista Glaucia Ferreira, tentemos traçar um (e não o) panorama atual da Copa de 2014 pensando nos anunciantes e agências. Comecemos pelas estádios e arenas nos quais serão realizados os jogos. Mineirão (BH), Castelão (Fortaleza), Maracanã (RJ) e Arena Fonte Nova (Salvador), estão prontos. Faltam Mané Garrincha (Brasília), Arena Pantanal (Cuiabá), Arena da Baixada (Curitiba), Arena Pernambuco (Recife), Arena Amazônia (Manaus), Arena das Dunas (Natal), Beira Rio (Porto Alegre) e Arena Corinthians (SP). Portanto, o placar atual é de 4 (sedes prontas) a 8 (em construção).

Para garantir a construção ou reforma de aeroportos a tempo do Mundial, o governo federal concedeu para a iniciativa privada os terminais de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, e o aeroporto de Brasília. Mas, ao que tudo indica, as obras nos aeroportos das 12 cidades-sede deverão ficar prontas bem em cima da hora.

A organização do Mundial calcula que 600 mil visitantes estrangeiros e cerca de 2,1 milhões de brasileiros deverão circular pelo Brasil durante a Copa de 2014. Mas aonde vai se hospedar toda essa gente? É bem provável que faltem leitos para os torcedores principalmente no Rio de Janeiro e em Recife.

É bem verdade que um evento de proporções gigantescas como estamos falando é um desafio logístico dos mais sofisticados. E como vimos ainda tem muita coisa de infraestrutura, produtos, serviços e utilidade pública a ser feita até 12 de junho de 2014. Ainda assim já não resta dúvida que a Copa de 2014 é uma realidade irrefutável, um caminho sem volta.

Se somarmos os investimentos já realizados e outros a realizar em mídia, chegaremos a um montante digno do Livro Guinness de Recordes. Para termos uma ideia, as cotas de patrocínio para o Futebol e Copa do Mundo 2014 da Rede Globo de Televisão já foram todas vendidas, sendo que dos oito anunciantes do projeto, cinco são parceiros globais da FIFA: Ambev, Coca-Cola, Hyundai, Johnson & Johnson e Oi. Além das parceiras da FIFA, também entraram no projeto o Itaú, a Nestlé e o Magazine Luiza. O preço de tabela de cada uma das cotas de patrocínio da Copa na emissora era de cerca de R$ 180 milhões. Assim, estima-se que apenas esse pacote renderá à Globo um montante superior a US$ 1,44 bilhão.

Como bem disse o Ronaldinho, o Brasil pode, sim, ser campeão do mundo dentro de casa em 2014, e isso pode ser algo excepcional para o País e nossa população. O Brasil é o país mais festeiro do planeta. A seleção brasileira é a mais vitoriosa em todos os tempos. As picuinhas de relacionamento entre a FIFA e o governo brasileiro serão superadas e a Copa de 2014 vai ser um sucesso retumbante.

Portanto, profissionais de marketing e publicitários, vamos ficar ligados e ligar as marcas de nossos clientes e de nossas empresas com a Copa de 2014. Ainda dá tempo e vale a pena.

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