Por Roberto Alves d´Azevedo O 18 de outubro é festejado como Dia do Médico. Uma bela oportunidade para nós, que trabalhamos com Comunicação, oferecermos um diagnóstico da “doença” ainda invisível a olhos comuns que ameaça crescentemente a profissão de quem precisa se sustentar pela credibilidade. Um problema que poderá fazer várias vítimas em um futuro bem próximo. Vítimas inocentes, que talvez até sobrevivam, mas certamente vítimas que poderão ficar com sérias seqüelas para o resto de suas vidas. E impotentes, então, elas terão amparo apenas no ineficaz recurso da queixa: “Por que não me avisaram antes?”
Essa doença ainda não tem um nome consolidado para rotulá-la, mas na sua essência é a vulnerabilidade da imagem e da reputação. Tem um potencial de destruição assustador. Ela nasceu com a consciência de cidadania, no final do século passado, foi sendo alimentada pelos direitos do consumidor e decolou, de fato, com o advento da internet e a globalização da informação, cada vez mais veloz, mais organizada e, portanto, mais ameaçadora, principalmente no problemático contexto da saúde.
Hoje, qualquer pessoa, a custo praticamente zero, pode espalhar boatos, divulgar “notícias”, acusar, difamar ou, quanto mais não seja, apenas disseminar desconfiança pessoal ou profissional através de um caso habilmente narrado. Pela internet, em poucos minutos, chegará a milhões de pessoas. E, se quiser, anonimamente inclusive. A cada minuto que isto não for detectado, esclarecido, desmentido ou explicado, um número maior de pessoas o terá com verdade.
A atitude dos médicos, em geral, pouco mudou nesses anos. A categoria não tem a necessária percepção da crise que pode ter que enfrentar a qualquer momento. Logo, também não tem prevenção. E segurança histórica e a auto-suficiência ameaçam levá-los a um tombo ainda maior. A conseqüência natural será, se não for letal, um gerenciamento mais lento, mais difícil, mais sofrido e a um custo muitas vezes maior.
Todo mundo se preocupa em não ficar nem um dia sem algum tipo de seguro-saúde. A grande maioria não deixa de fazer o seguro do carro, antes mesmo de sair da loja. E o seguro da casa, contra roubo, contra incêndio … alguns, até seguro de vida. Mas e o seguro da imagem, da reputação, que é a base de sustentação de tudo isso, quem faz ? Pior do que isso: ninguém sequer se preocupa com a falta desse seguro tão importante!
Nós temos o remédio, está à disposição. Nem custa tão caro como alguns seguros. Talvez estejamos falhando … justamente na comunicação. Na “venda” deste produto. Seu nome genérico é Assessoria de Comunicação, mais conhecido também, por alguns, simplesmente por Assessoria de Imprensa. Qualquer profissional liberal responsável – hoje falamos especificamente para os médicos – deveria, considerando a realidade do mundo em que vivemos, procurar um comunicador da sua confiança logo e fazer essa consulta. E preste bem atenção: o quanto antes, melhor!

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