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Diante do desafio, novas oportunidades

Por Melina Fernandes, para Coletiva.net

Comunicar a realidade de um hospital em meio à pandemia é um grande desafio. Diante da necessidade de adaptação devido ao distanciamento social, novos formatos de comunicação precisaram ser adotados — em uma rotina que completa um ano. 

Para as instituições de saúde, o exercício contínuo de salvar vidas se soma ao dever de informar bem. Foi dessa forma que a Critério, que assessora o Hospital Moinhos de Vento há mais de seis anos, reforçou também sua missão social. Esse trabalho contou com todo apoio e alinhamento da equipe de Marketing da instituição, auxiliando na construção de modelos que facilitassem a comunicação do hospital com a comunidade e com os seus públicos em um momento tão crítico. 

Profissionais da comunicação, do marketing, da área da saúde e de gestão seguem aprendendo com o ineditismo que uma doença com essas proporções trouxe ao cotidiano. No início de 2020 — antes mesmo de receber os primeiros pacientes que voltavam de viagem ao exterior infectados pelo coronavírus — a superintendência e as lideranças médicas e assistenciais do Moinhos de Vento deram início a um plano de ação. Esse processo viria a ser reconhecido como uma referência internacional, servindo de parâmetro para diversas outras instituições. Adaptação da estrutura ao aumento da demanda, adoção de fluxos individualizados, readequação de protocolos e gestão profissionalizada garantiram bons resultados — como índices de recuperação acima da média e baixa mortalidade.  

Em um momento como esse, atuar com transparência para informar e alertar a comunidade é fundamental dentro do esforço conjunto para vencer o inimigo comum. Enquanto as equipes médicas se preocupavam com estratégias para a rápida recuperação de pacientes e em transformar essas experiências em pesquisa na busca por tratamentos eficazes, nosso papel era fortalecer uma comunicação responsável e séria. Repercutimos cuidados, mas, também, esperanças. Somamos nossa expertise em assessoria de imprensa e passamos a atuar como uma verdadeira agência de notícias, produzindo conteúdo a partir das informações do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus da instituição. Reinventamos formatos de comunicação à distância e fizemos parte da intensa rotina de trabalho para conscientizar e unir a população no combate à doença. 

Mais do que nunca o imediatismo foi necessário. Comunicamos em tempo real dados, novas descobertas, riscos, crises e necessidades. Em 2020, foram produzidas e enviadas à imprensa 292 matérias, 240 minutos em vídeo, 2 mil fotos e 400 entrevistas e depoimentos. Em formato de live, o Moinhos Talks foi idealizado por gestores do hospital e criado para que a instituição pudesse continuar realizando eventos de interesse da comunidade abertos ao público, ainda que online. Ao longo do ano, foram dez edições com personalidades nacionais e internacionais, profissionais da saúde, lideranças empresariais, políticos e jornalistas, ampliando ainda mais o acesso ao conhecimento. 

E como se não bastasse o cenário adverso, também foi preciso transparência e serenidade para gerenciar crises e combater as fake news. A polarização política e ideológica transformou a pandemia no combustível ideal para polêmicas e para os geradores de notícias falsas, conteúdos duvidosos e manifestações de todos os tipos de “especialistas” formados pelas  redes sociais — nem sempre mal intencionados. Identificar esses materiais e fazer com que a verdade reverberasse mais do que essas publicações também se tornou um desafio. Mais uma vez, a comunicação proativa se mostrou mais eficaz. Fazer a história para depois contar a história é fundamental para conquistar credibilidade.

Valorizar profissionais da saúde, estabelecer relações de confiança e tratar as informações relacionadas à pandemia foram diretrizes que contribuíram ainda mais para posicionar estrategicamente o Hospital Moinhos de Vento na mídia. E isso contribuiu para o reforço da imagem e reputação da marca. Essas conquistas só foram alcançadas com a formação de uma rede colaborativa de pessoas que compartilhavam o mesmo sentimento: esperança. Foi preciso fazer jornalismo em meio a diversas emoções. A adaptação ao novo formato de comunicação nos permitiu acompanhar todos os casos, torcer por novas descobertas da ciência e garantir que a informação de qualidade continuasse sendo nossa maior e melhor contribuição.

Melina Fernandes é jornalista da Critério – Resultado em Opinião Pública.

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