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Especial: EXPO DUBAI (parte 1)

Por Luciano Costa, para Coletiva.net – diretamente dos Emirados Árabes

O ano é 2022, mas o evento carrega no nome 2020. Adicione uma pandemia, algo que não acontecia há 102 anos, mais 192 países num mesmo local. Isto é a EXPO DUBAI 2020, maior evento de inovação, tecnologia e futuro do planeta, que acontece desde 1851.

E a ExponencialRS chegou “aqui” nos Emirados Árabes Unidos. De largada, o embarque já reservou uma experiência singular, se tratando da aviação comercial: voar no icônico Airbus A380. A maior aeronave de passageiros – do mundo – apresenta uma experiência singular aos seus ocupantes. Detalhe: mesmo na classe econômica.

Foram 13 horas de voo, recepcionados em Dubai, num luxuoso e exclusivo terminal de passageiros da cia aérea Emirates. Como precaução, as autoridades locais exigem novo teste PCR (gratuito) na entrada ao país, no próprio aeroporto. O resultado chega em apenas quatri horas, via SMS do visitante (ufa, o meu deu negativo).

Com fuso horário de sete horas – a mais – em relação à Brasília, as primeiras horas são de forçada adaptação, ainda mais depois de um longo voo, nada que uma cama confortável de um hotel cinco  estrelas não resolva.

Impressiona saber que há pouco mais de 30 anos só havia areia, um modesto vilarejo e um clima extremamente árido. Em três décadas, a cidade se transformou em uma organizada metrópole mundial, além de dividir com Abu Dhabi o “título” de cidade mais conhecida dos Emirados Árabes Unidos.

Dubai é cosmopolita, 80% dos habitantes são de outros países. Podemos afirmar que o objetivo local é se tornar uma referência mundial do mercado financeiro e do turismo, o que nos faz lembrar Nova Iorque.

Mas, falando de EXPO DUBAI, meu primeiro dia por aqui (junto com a missão vip da AAA Inovação) gerou 13 km de caminhada, uma “visita” a 14 países e uma constatação: convergência. Esta palavra define muito bem todo o propósito da organização (e dos sheiks árabes), ou seja, mostrar ao mundo sua cultura, origem, costumes, integrar-se ao mundo ocidental, abrir suas portas para outros povos e culturas, desenvolver tecnologia e soluções sustentáveis para o mundo, movido, provavelmente, pela visão de futuro sobre os rumos do petróleo.

Aliás, a maior receita da cidade já é proveniente do turismo. Possivelmente, uma prova de que a cidade foi criada e desenvolvida para um futuro de mobilidade “elétrica”, sem a finitude do “ouro negro”.

Próxima parada: Abu Dhabi, na Masdar City, mais uma visita a uma mesquita e acesso ao Ferrari World.

Acompanhe por aqui, e também em Coletiva.rádio, tudo sobre a EXPO DUBAI 2020 e a nossa tour pelos Emirados Árabes Unidos.

Luciano Costa é sócio da ExponencialRS e gerente de programação da Coletiva.rádio.

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